A instalação de adesivos em medidores de energia pode impedir a leitura do consumo e levar a Equatorial Goiás a calcular a cobrança pela média dos últimos 12 meses, conforme as regras da ANEEL. A empresa também alerta que faixas e cartazes em postes ou medidores são proibidos e podem resultar em multas de R$ 2 mil a R$ 8 mil.
Quando o acesso ao equipamento é liberado novamente, a distribuidora registra o consumo real. Suzane Caires, executiva de Segurança da empresa, afirma que isso pode provocar diferenças na cobrança. Se o impedimento continuar, o consumidor é notificado e o fornecimento pode ser suspenso, conforme a regulamentação do setor.
Risco na rede elétrica
A Equatorial Goiás orienta candidatos, partidos e moradores a não fazer intervenções em postes. Segundo Suzane, somente profissionais autorizados e capacitados pela distribuidora podem realizar atividades nessas estruturas. A executiva alerta que a aproximação inadequada pode causar choques elétricos, queimaduras e acidentes fatais.
A instalação de materiais de propaganda também pode comprometer a estrutura da rede e colocar em risco trabalhadores responsáveis pelo serviço e pessoas que circulam pelos locais. A rede elétrica exige distância de segurança de pessoas não autorizadas.
Proibição e canais de denúncia
A propaganda eleitoral em postes e medidores é vedada pela Lei Federal nº 9.504/1997 e pela Resolução TSE nº 23.732/2024. As normas proíbem a veiculação em bens públicos, em bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público e em bens de uso comum.
Casos de propaganda irregular podem ser denunciados pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. Também é possível procurar a Central de Atendimento da Equatorial Goiás pelo telefone 0800 062 0196. A empresa afirma que evitar intervenções irregulares ajuda a preservar a rede elétrica e a continuidade do fornecimento de energia.








