ANÁPOLIS — A Polícia Civil localizou Ana Clara Alves Silva, de 13 anos, em uma casa abandonada que estava trancada por fora com corrente e cadeado. A adolescente havia desaparecido após sair de casa durante a madrugada e foi encontrada na tarde desta quarta-feira, 9, pela equipe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis.
As diligências levaram os investigadores até um homem de 19 anos, apontado como responsável por aliciar a adolescente pela internet e convencê-la a fugir. Ele foi encontrado no trabalho e indicou o imóvel onde Ana Clara estava. A jovem recebeu atendimento psicológico e será entregue aos responsáveis.
A Polícia Civil informou que o suspeito está sendo autuado por estupro de vulnerável e cárcere privado. Conforme a investigação, ele havia alugado outra casa para onde os dois pretendiam se mudar no fim da tarde desta quarta-feira. Enquanto trabalhava, Ana Clara permaneceu no imóvel abandonado.
Contato pela internet
Amigas disseram à família que Ana Clara mantinha contato com o homem pela plataforma Discord. Segundo os relatos, ele afirmava ter 28 anos e teria prometido levar a adolescente para morar no Canadá. As amigas tentaram convencê-la a não sair de casa.
Elas também contaram que o homem enviava imagens de visualização única, pediu segredo sobre a conversa e teria recebido o endereço da residência para buscá-la durante a madrugada. Após a prisão, a Polícia Civil identificou o suspeito como um homem de 19 anos.
Antes de deixar a casa, Ana Clara escreveu uma carta para a irmã. Na mensagem, afirmou que estava indo embora com uma pessoa que amava e indicou que poderia estar longe. Em outro trecho, demonstrou dúvida sobre retornar.
Reação da família
Maira Alves da Silva, mãe da adolescente, disse acreditar que a filha tenha sido iludida pelo suspeito. No momento do reencontro, ela ainda não tinha detalhes sobre a identidade do homem nem sobre o período em que Ana Clara ficou desaparecida.
“Com certeza, a gente vai abraçar”, afirmou Maira ao falar sobre a recepção da filha. A mãe também disse esperar que o suspeito seja responsabilizado.
Outro familiar afirmou que a família acreditava que Ana Clara ainda estivesse na região, apesar das informações de que ela poderia ter sido levada para longe. Ele negou problemas na relação da adolescente com o pai e disse que a convivência entre eles era boa.
Para esse familiar, a aproximação pode ter ocorrido em um momento de vulnerabilidade da adolescência. Ele também relacionou o caso à busca de adolescentes por contatos e refúgio nas redes sociais.
A delegada Aline Lopes havia informado que os dados apresentados pelas amigas precisavam ser verificados. Com a localização da adolescente e a prisão do suspeito, a Polícia Civil segue os procedimentos para esclarecer as circunstâncias do caso.








