O Brasil tem 225 empresas, marcas e soluções de tecnologia direcionadas ao setor de viagens, aponta o Panorama das Travel Techs 2026, elaborado pela Loupit, empresa brasileira de gestão de viagens e despesas corporativas.
O levantamento acompanha a expansão das viagens corporativas no país. Em 2025, esse mercado movimentou aproximadamente R$ 147,8 bilhões. A pesquisa também indica que a oferta é distribuída entre muitos negócios, enquanto o capital está concentrado em um grupo menor de empresas.
Categorias e novos modelos
Tecnologia para Turismo é a categoria com mais empresas, somando 56. Na sequência aparecem Mobilidade, com 33; Viagens Corporativas, com 24; Agências de Viagens Online, com 21; e Eventos, com 17. As menores categorias são Produtividade, com três players; Benefício Corporativo, com dois; e Marketplace de Viagens Corporativas, com apenas um.
O marketplace é uma categoria recente. A proposta é reunir fornecedores em uma plataforma para comparar preços e concentrar processos que antes eram tratados diretamente com uma agência de viagens.
“Mais do que reunir nomes, o estudo ajuda a compreender a especialidade de cada travel tech e as oportunidades de integração”, afirma Patrick Tytgadt, CEO da Loupit.
O estudo também registra uma aproximação entre as categorias. Empresas que atuavam em áreas como reservas, pagamentos ou gestão de despesas passaram a adicionar recursos ligados a outras etapas da jornada. Com isso, os limites entre os segmentos ficaram menos definidos e novas verticais começaram a aparecer.
Investimentos e inteligência artificial
Três empresas brasileiras reuniram mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos e transações societárias em pouco mais de 12 meses. O valor inclui duas rodadas de Série B, de R$ 240 milhões cada, e uma transação societária estimada em aproximadamente R$ 700 milhões. Ao mesmo tempo, a maior parte das empresas mapeadas continua com acesso a volumes menores de capital.
A inteligência artificial também ganhou espaço nos produtos do setor. Para Leonardo Crispim, CTO da Loupit, a tecnologia passou a fazer parte do núcleo das soluções e é aplicada em atividades como precificação, detecção de fraude em despesas e recomendações dentro da política da empresa.
Para 2026, a projeção é que as viagens corporativas movimentem entre R$ 158 bilhões e R$ 160 bilhões. A GBTA (Global Business Travel Association) estima gastos de US$ 35,8 bilhões no Brasil, com crescimento de 13,8%.








