Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Cripta Imperial reabre após quatro anos e recebe visitantes no Ipiranga
Brasil

Cripta Imperial reabre após quatro anos e recebe visitantes no Ipiranga

Mausoléu com restos de dom Pedro 1º e das imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia passou por reforma de R$ 5,3 milhões.

A Cripta Imperial foi reaberta no Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, e recebeu uma fila de visitantes durante o feriado do Dia da Independência. O mausoléu estava fechado desde o final de 2022 para reformas estruturais e restauro.

O espaço guarda os restos mortais do imperador dom Pedro 1º, da imperatriz Maria Leopoldina, sua primeira esposa, e da imperatriz Dona Amélia, segunda esposa do monarca. As obras custaram R$ 5,3 milhões, conforme a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O investimento também incluiu a recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.

Entre as mudanças estão novos banheiros, sistema de ar-condicionado e adaptações de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Equipes especializadas restauraram o bronze dos sarcófagos imperiais, concluíram o fechamento do teto com mármore amarelo e fizeram a limpeza da área externa do monumento. A Casa do Grito também recebeu pintura e reparos em trincas.

Rodrigo Machado, orientador socioeducativo e estudante de História, estava entre as pessoas que aguardavam para entrar. “Realmente a cripta estava necessitando de uma reforma”, afirmou. Segundo ele, os vidros instalados nas escadas ajudam a evitar o consumo de drogas e o uso do local como banheiro.

A costureira Tânia Santana, que frequenta o parque diariamente, foi uma das primeiras da fila. Ela disse estar curiosa para conhecer o resultado da obra e avaliou que o espaço pode atrair mais visitantes.

A construção de taipa de mão próxima ao monumento é associada ao 7 de Setembro por sua semelhança com uma casa representada no quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo (1843-1905). No túmulo de dom Pedro, foi preservada a inscrição que o identifica como fundador do Império constitucional e defensor perpétuo do Brasil.

Maria Leopoldina foi a primeira ocupante da cripta, depois de ser transferida do Rio de Janeiro durante as celebrações do quarto centenário de São Paulo. Os restos mortais de dom Pedro 1º chegaram em 1972, no Sesquicentenário da Independência, após um acordo com o governo português. O coração do imperador permanece na cidade portuguesa do Porto. Dona Amélia foi levada de Lisboa em 1982, após permanecer no Panteão dos Braganças.

A partir de terça-feira (8), a cripta funcionará de terça a domingo, das 9h às 17h. No mesmo período, será possível visitar a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues. A mostra reúne painéis de um concurso internacional promovido pela prefeitura e apresenta a idealização do monumento e da cripta.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5