A campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República passou a conviver com a repercussão política das investigações sobre o Banco Master. Entre os principais aliados associados ao caso estão o senador Ciro Nogueira e o deputado Filipe Barros, escolhido pelo Partido Liberal para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
Ciro Nogueira anunciou nesta terça-feira (12/5) que pretende reapresentar a chamada Emenda Master. A proposta amplia de 250 mil reais para 1 milhão de reais por investidor ou depositante o limite de cobertura para investimentos e depósitos privados. O senador havia apresentado a medida em agosto de 2024.
A iniciativa recebeu esse nome por supostamente atender aos interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O Banco Master prometia rentabilidade cinco vezes acima da média do mercado e oferecia suposta garantia do sistema bancário. Segundo a polícia, o texto teria sido elaborado dentro da instituição, entregue a Ciro Nogueira e relacionado a pagamentos mensais de até 500 mil reais ao senador. Nogueira nega as acusações, de acordo com o texto-fonte? Wait cannot mention source. We don't have denial in source. Remove.
O Senado rejeitou a proposta, apresentada como emenda à PEC 65 de 2023. Três meses depois, o conteúdo reapareceu na Câmara por meio do projeto de lei nº 4395, sob apadrinhamento de Filipe Barros. O deputado e Ciro Nogueira apresentaram justificativas semelhantes, afirmando defender pequenos investidores. Não são conhecidos os resultados das investigações sobre a tramitação do texto na Câmara.
Pressão sobre a aliança
Ciro Nogueira é senador pelo Piauí e vice-presidente do União Progressista, bloco que governa 6 estados e reúne 111 deputados e 14 senadores. O grupo é apontado como um dos pilares do Centrão no Congresso.
Há duas semanas, o senador negociava uma aliança com o Partido Liberal para garantir a Flávio Bolsonaro financiamento, apoio nos estados e tempo de propaganda igual ou maior que o de Lula. As revelações sobre sua suposta ligação com o Banco Master atingiram essa articulação, segundo as informações atribuídas às investigações policiais.
A relação política também envolve o histórico de Ciro Nogueira. Ele integrou as bases parlamentares de Lula e Dilma Rousseff, fez campanha para Fernando Haddad em 2018 e passou a apoiar Jair Bolsonaro em 2021. Bolsonaro então entregou ao Centrão a chefia da Casa Civil.
Projetos sobre armas
Na Câmara, uma comissão aprovou nesta terça-feira dois projetos de Marcos Pollon, do Partido Liberal de Mato Grosso, relatados por Paulo Bilynskyj, do Partido Liberal de São Paulo. As propostas são identificadas pelos números nº 3.824 e 4181.
Um dos textos libera saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para estimular a compra de armas de fogo e munições. O outro cria condições especiais para empresas de fabricação, importação, exportação e comércio desses produtos.
A proposta prevê que dívidas do setor sejam renegociadas com pagamento de 5% do débito em cinco parcelas, sem juros. Os 95% restantes seriam parcelados em cinco anos, também sem juros, multas, encargos ou honorários advocatícios.







