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Laudo aponta assassinato de PM Gisele e descarta hipótese de suicídio
Brasil

Laudo aponta assassinato de PM Gisele e descarta hipótese de suicídio

Instituto de Criminalística identificou divergências na versão inicial e vestígios que indicariam a participação de outra pessoa na morte.

O laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi assassinada. A hipótese de suicídio foi considerada incompatível com os elementos analisados na investigação.

O documento, assinado na terça-feira, 1º, aponta divergências materiais entre a versão inicial apresentada e os vestígios físicos encontrados. A análise das manchas de sangue na cena também sustentou a participação de uma segunda pessoa, conforme a investigação policial.

Prisão mantida

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de feminicídio contra Gisele, sua ex-mulher, em fevereiro de 2026. Ele também foi denunciado por fraude processual. A defesa de Geraldo foi procurada e não havia apresentado resposta.

Na segunda-feira, 31, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca manteve a prisão de Geraldo em decisão liminar. Relator do caso, Fonseca afirmou que a prisão cautelar deveria continuar por causa do risco de interferência na produção das provas e dos indícios de que o militar teria tentado eliminar vestígios e modificar o local onde Gisele foi encontrada morta.

A investigação sustenta que, no dia 18 de fevereiro, Geraldo teria segurado a companheira e atirado na cabeça dela após uma discussão. Depois, teria colocado o corpo no chão e alterado a cena para simular um suicídio, posicionando a arma na mão da vítima.

Geraldo Neto foi preso em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação da Corregedoria da PM. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

O tenente-coronel nega o crime. Sua versão é que Gisele teria cometido suicídio depois de saber que o marido queria a separação, hipótese contestada pelos investigadores.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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