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Dobrável e Siri renovada testam nova fase da Apple sob John Ternus
Foto: Michael Nagle/Bloomberg
Câmbio e custos

Dobrável e Siri renovada testam nova fase da Apple sob John Ternus

A Apple apresentará um iPhone dobrável e uma nova arquitetura da Siri enquanto tenta reduzir a distância para rivais em inteligência artificial.

A primeira apresentação pública de John Ternus como diretor-presidente da Apple colocará à prova duas frentes da companhia: um iPhone dobrável e a reformulação da Siri. O evento será realizado nesta quarta-feira (9), na sede da empresa, na Califórnia.

O novo aparelho deve se abrir como um passaporte e pode custar mais de US$ 2.500. Analistas avaliam que o modelo poderá liderar rapidamente o segmento de smartphones dobráveis, mesmo com câmeras e processadores que talvez não sejam os mais avançados do mercado.

A Apple deve concentrar o evento nos produtos topo de linha. A previsão é de atualização dos modelos iPhone Pro e Pro Max, enquanto mudanças no iPhone Air e nas linhas de entrada e intermediárias ficariam para a primavera.

O peso do dobrável

A diretora sênior de pesquisa da IDC, Nabila Popal, estima que o aparelho possa gerar mais de US$ 45 bilhões em receitas até o final do próximo ano. Ainda assim, os dobráveis devem continuar representando apenas uma fatia de um dígito do mercado total de celulares.

Samsung, Google e Huawei já vendem aparelhos desse tipo desde 2019. A expectativa dos analistas é que a entrada posterior da Apple permita resolver problemas de engenharia, como a resistência da dobradiça a milhares de ciclos de abertura e a redução do vinco na tela.

“Eles observaram o que funcionou e o que deu errado na concorrência”, avaliou Anshel Sag, da Moor Insights & Strategy.

Siri na disputa por IA

A fabricante já anunciou uma mudança profunda na arquitetura da Siri, com uso, nos bastidores, de recursos de inteligência artificial do Google. Se a atualização for bem-sucedida até o final deste ano, a assistente poderá se aproximar do Gemini, da concorrente.

O desafio de Ternus será convencer consumidores e desenvolvedores de que a Apple consegue acompanhar empresas como a OpenAI, que lança grandes atualizações a cada poucas semanas. A base instalada de mais de 1 bilhão de dispositivos e a fidelidade dos clientes ajudaram a companhia a atravessar a chegada tardia à inteligência artificial generativa, mas agora a qualidade da Siri será decisiva.

A distribuição das novas funções também enfrenta obstáculos. Gene Munster, da Deepwater Asset Management, afirma que a liberação na China pode se estender até 2028, enquanto a Europa não terá acesso imediato por causa de entraves regulatórios. Para o analista, o lançamento nos Estados Unidos dentro do cronograma será importante para a confiança necessária à expansão europeia.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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