O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,42%, aos 188.269 pontos, no maior fechamento nominal desde 28 de abril. O índice chegou a recuar no início do dia, mas mudou de direção durante a manhã e manteve o avanço até o fim dos negócios.
A bolsa brasileira descolou do movimento internacional de maior aversão a risco. Investidores repercutiram um quadro eleitoral considerado mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa de outubro. Após algumas pesquisas eleitorais, cresceram as apostas em uma vitória do senador sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que animou agentes financeiros.
Entre os ativos locais, a bolsa foi a classe que mais reagiu positivamente aos desdobramentos eleitorais. O Ibovespa oscilou entre 184.601 pontos e 188.539 pontos ao longo do pregão. O nível de encerramento ficou próximo do registrado em 28 de abril, quando o índice terminou aos 188.619 pontos.
Ações e petróleo
A alta do petróleo tipo Brent, superior a 6% nesta quinta-feira, impulsionou os papéis da Petrobras. As ações preferenciais subiram 1,45%, enquanto as ordinárias avançaram 1,77%.
Os bancos também tiveram desempenho positivo, com alta praticamente generalizada entre as blue chips do setor. As ações preferenciais do Bradesco ganharam 3,88%. Na direção oposta, as units do Santander recuaram 0,13%.
As ações ordinárias da Vale cederam 1,10% e ficaram entre as perdas do dia.
O volume financeiro movimentado pelo Ibovespa foi de R$ 22,9 bilhões. Considerando a B3, o total chegou a R$ 30,7 bilhões.
No exterior, os principais índices de Wall Street terminaram em baixa. O Nasdaq caiu 0,65%, o Dow Jones recuou 0,60% e o S&P 500 perdeu 0,58%.







