O Itaú BBA avalia que a tendência de médio prazo das principais criptomoedas ainda não está definida, apesar da recuperação registrada nas últimas semanas. Em um relatório com cenário para setembro, o banco afirma que bitcoin, ether, XRP e solana precisam superar resistências relevantes para confirmar um movimento de alta mais consistente.
Lucas Piza, analista de ações e estratégia de varejo do Itaú, atribui a valorização de agosto ao fechamento de posições de investidores que apostavam na queda dos ativos. Esse movimento, conhecido como short squeeze, não seria suficiente, por si só, para caracterizar uma tendência mais ampla de alta.
Níveis acompanhados pelo Itaú
Para o bitcoin, a principal resistência está em R$ 421,3 mil. Caso esse nível seja superado, as próximas referências indicadas pelo banco são R$ 481,31 mil e R$ 523,25 mil. Na direção oposta, R$ 359 mil aparece como uma região importante para preservar a tendência positiva.
Entre as altcoins, o ether está em posição relativamente mais favorável na análise. A resistência é de R$ 13.135, com próximas referências em R$ 16.175 e R$ 18.625 se houver rompimento.
No XRP, o nível de resistência indicado é de R$ 8,55. Acima dele, o ativo pode buscar R$ 10,75 e R$ 13,10. O suporte apontado está em R$ 6,55.
A solana tem resistência em R$ 569,90. Segundo o relatório, a superação dessa região poderia levar o ativo a R$ 695,90 e R$ 791,65. Para manter a tendência de alta de curto prazo, a referência é R$ 496,95.
O Itaú também acompanha ETFs negociados na B3 que oferecem exposição ao mercado de criptoativos. HASH11, BITH11, ETHE11, XRPH11 e SOLH11 aparecem no relatório com movimentos semelhantes aos dos ativos que acompanham e próximos de níveis capazes de indicar se a recuperação ganha força ao longo de setembro.







