SÃO PAULO — A Raízen avançou na formação dos conselhos das duas empresas que serão criadas com a divisão de seus negócios. Os credores já escolheram os representantes que deverão ocupar esses colegiados, conforme fontes a par das discussões.
A separação vai organizar, de um lado, as atividades de combustíveis e, de outro, os negócios de açúcar, etanol e bioenergia. O movimento integra a implementação da recuperação extrajudicial da companhia, considerada a maior já realizada no mercado brasileiro.
Gestão das participações
Apesar da definição dos nomes para os conselhos, os bancos ainda não chegaram a um entendimento sobre a administração das participações acionárias que receberão após a conversão da dívida. A proposta em discussão é transferir essa gestão para firmas especializadas em reestruturação.
Até o momento, porém, não houve consenso entre as instituições financeiras. Com isso, a tendência é que as ações permaneçam diretamente sob controle dos bancos, segundo fontes que acompanham as negociações.
A conversão da dívida em participações acionárias está ligada à criação das duas companhias resultantes da reorganização dos negócios da Raízen. A escolha dos representantes dos credores ocorre nesse processo, enquanto a definição sobre a gestão das ações continua pendente.







