A União Europeia pretende reduzir o desequilíbrio comercial com a China e colocou sobre a mesa limites para a entrada de veículos híbridos chineses no mercado comunitário. A proposta é que Pequim adote voluntariamente um teto próximo de 15% das vendas desse segmento na UE.
A iniciativa faz parte das negociações para evitar uma guerra comercial. Uma autoridade europeia afirmou que o bloco poderá impor suas próprias restrições caso a China não reduza as exportações. “Se eles não limitarem suas exportações para o nosso mercado, nós o faremos”, disse.
O déficit comercial de bens da União Europeia com a China chegou a 360,6 bilhões de euros no ano passado e cresceu 9% nos primeiros seis meses deste ano. Em discurso no Parlamento Europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco usará todos os instrumentos disponíveis para enfrentar o que chamou de déficit comercial “insustentável”.
Negociações em andamento
Além dos veículos híbridos, a UE pediu que a China restrinja exportações de outras categorias, como produtos químicos. Em paralelo, o bloco busca ampliar as compras de produtos europeus pelos chineses.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, conduz as tratativas com Pequim e espera alcançar resultados concretos até outubro. Ele deve viajar à China no início do próximo mês.
A União Europeia afirma que o aumento das exportações chinesas de produtos químicos, baterias e veículos está ligado à sobrecapacidade industrial subsidiada. Pequim rejeita essa avaliação e diz que as críticas aos desequilíbrios econômicos e ao excesso de capacidade produtiva têm viés protecionista, com o objetivo de conter a expansão da indústria chinesa.







