VENEZA — Aos 88 anos, Jane Fonda criticou a busca de magnatas da tecnologia por métodos capazes de prolongar indefinidamente a vida. Para a atriz, a obsessão entre “tech bros, oligarcas e bilionários” prejudica o restante da população.
“Eles querem viver para sempre enquanto estão matando o resto de nós”, afirmou Fonda nesta terça-feira (3), durante uma entrevista coletiva para jornalistas americanos. A conversa ocorreu em Veneza, onde ela recebeu uma homenagem no DVF Awards, realizado durante o Festival de Cinema de Veneza.
A atriz também associou o desejo de desafiar os limites naturais do corpo à falta de respeito por outras regras. Na avaliação dela, homens que não podem ter filhos podem recorrer à criação de robôs, que seriam tratados como seus descendentes.
Fonda disse ainda que esse cenário poderia levar mulheres a serem transformadas em “tradwives”, termo usado para se referir a mulheres tradicionais que também teriam muitos filhos. Ela afirmou que, depois disso, essas mulheres poderiam perder o direito de votar e declarou que não aceitariam essa possibilidade.
Críticas à inteligência artificial
Conhecida pelo ativismo político fora das telas, Fonda também criticou o presidente americano Donald Trump. Ela previu que o descontentamento entre americanos aumentará com a expansão de data centers voltados à inteligência artificial.
Segundo a atriz, a tecnologia pode ameaçar empregos, enquanto os centros de dados são instalados em bairros residenciais e provocam danos ao meio ambiente. Fonda afirmou que mais pessoas estão se manifestando e que os Estados Unidos passam por mudanças.








