Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Um ano após tarifaço de Trump, receita das exportações mineiras de aço aos EUA cai 26%, aponta FIEMG - FIEMG
Brasil

Aço mineiro vendido aos EUA cresce em volume, mas receita recua 26%

Estudo da FIEMG mostra mudança na pauta exportadora, com maior participação de produtos semiacabados após as tarifas americanas.

As exportações de aço de Minas Gerais para os Estados Unidos aumentaram 15% em volume entre 2025 e fevereiro de 2026, mas a receita caiu 26%. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por meio do Centro Internacional de Negócios.

No conjunto das vendas externas mineiras, o peso exportado avançou 12%, enquanto a receita teve recuo de 1%. A diferença entre volume e faturamento nas operações com os Estados Unidos está ligada à mudança no perfil dos produtos enviados ao país.

Mais produtos semiacabados

Em 2024, os aços semiacabados representavam 19% das exportações mineiras de aço para os Estados Unidos. Os outros 81% eram formados por itens de maior valor agregado, como aços longos, tubos e canos, aços planos e inoxidáveis.

Após a entrada em vigor das tarifas americanas, a participação dos semiacabados passou para 53%. Esses produtos são usados como insumo para processamento em siderúrgicas nos Estados Unidos. Com isso, Minas Gerais passou a vender mais aço em toneladas, mas com menor valor médio por tonelada.

As tarifas de 25% sobre o aço global começaram a valer em 12 de março de 2025. Três meses depois, a taxa subiu para 50%.

Apesar das barreiras, os Estados Unidos continuaram como um mercado relevante para a siderurgia mineira. Em 2025, cerca de 20% das exportações de aço de Minas Gerais tiveram esse destino, o equivalente a aproximadamente 351 mil toneladas.

Parte das vendas foi direcionada a outros mercados. Países principalmente da América do Sul ampliaram as compras de aços longos e planos. Suíça, Paquistão e Itália também aparecem entre os destinos, enquanto Iraque, Bélgica, Catar e Índia ganharam relevância nas compras de tubos, canos e aços inoxidáveis.

Cenário brasileiro

Em 2025, as importações de aço pelos Estados Unidos recuaram 12,6% em peso. As compras vindas do Brasil caíram 8,3%, para 3,7 milhões de toneladas. Mesmo assim, o Brasil continuou como o segundo maior fornecedor do mercado americano, com 16,3% do total importado, atrás do Canadá e à frente do México.

Para Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, as tarifas mudaram a dinâmica do comércio internacional e concentraram as exportações mineiras em produtos de menor valor agregado. Ele também apontou preocupação com o crescimento das importações de aço no Brasil.

Em 2025, as compras externas de aço por Minas Gerais subiram 17%, chegando a 284 mil toneladas, com preços 11% menores. A China respondeu por 54% do total, seguida por Indonésia, com 18%, e Japão, com 11%.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5