SÃO PAULO — O Brasil compensou as perdas nas exportações para os Estados Unidos com o crescimento das vendas a outros parceiros comerciais, afirmou nesta segunda-feira (14) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Durante um evento organizado pelo Esfera Brasil, em São Paulo, Rosa disse que as exportações para 50 países avançaram 10,5% no período. Segundo o ministro, o aumento ocorreu com destinos como China, Vietnã e Indonésia.
"Aquilo que perdemos com EUA conseguimos repor com outros parceiros comerciais", afirmou Márcio Elias Rosa.
O ministro destacou que os Estados Unidos são um parceiro histórico e devem ser bem tratados. Ao mesmo tempo, avaliou que a defesa comercial caminha para a formação de blocos, como União Europeia-Mercosul e UE-Índia. Para Rosa, China e Estados Unidos precisam retomar o multilateralismo para não perder espaço.
Fertilizantes e minerais críticos
Rosa também afirmou que o Brasil avança na redução da dependência da importação de fertilizantes. A autossuficiência, porém, não será alcançada de imediato. De acordo com o ministro, os primeiros resultados relevantes devem aparecer em até cinco anos.
Ele defendeu a ampliação de estoques estratégicos e disse que o governo tem investido para garantir o abastecimento do mercado durante os períodos de entressafra. Também afirmou que essas políticas precisam ser protegidas dos ciclos eleitorais.
O ministro citou o fechamento de fábricas de fertilizantes nitrogenados entre 2018 e 2020 e defendeu políticas de desenvolvimento que ultrapassem os mandatos.
Rosa disse ainda que a política nacional de minerais críticos deve ser sancionada esta semana. A intenção, segundo ele, é atrair parceiros para que o país avance além da mineração e participe de outras etapas da produção.
O ministro ponderou que o Brasil não conseguirá dominar toda a cadeia, da mineração ao produto final, mas não deve tratar os minerais apenas como commodities. Para ele, o país precisa buscar parceiros, incluindo China e Estados Unidos.







