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Alemanha rejeita congelamento da IA enquanto UE e Reino Unido discutem regras
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Alemanha rejeita congelamento da IA enquanto UE e Reino Unido discutem regras

Governos europeus divergem sobre como conciliar inovação, segurança pública e controle geopolítico após alerta da Anthropic.

BRUXELAS, LONDRES E BERLIM — O governo da Alemanha rejeitou a possibilidade de interromper as pesquisas e o avanço técnico da inteligência artificial na Europa. Para o Ministério de Assuntos Digitais alemão, frear o desenvolvimento não é uma alternativa viável, porque a soberania digital do bloco depende da continuidade da inovação e da evolução das plataformas.

A posição foi apresentada após Dario Amodei, diretor-presidente da Anthropic, defender uma redução temporária no ritmo de avanço dos modelos de inteligência artificial. Em ensaio publicado no último fim de semana, ele também propôs salvaguardas mais rígidas, como a presença obrigatória de avaliadores independentes dentro das empresas de tecnologia.

Divergências entre governos

Na União Europeia, a Comissão Europeia afirmou que apoia o estímulo à inovação tecnológica em inteligência artificial. O porta-voz Thomas Regnier ressaltou, porém, que as empresas devem comprovar formalmente a segurança dos serviços para atuar no mercado único europeu.

O governo do Reino Unido apoiou a discussão aberta conduzida pelas principais empresas do setor sobre os riscos existenciais da tecnologia para a humanidade. O porta-voz do primeiro-ministro Andy Burnham disse que as decisões regulatórias precisam se basear em evidências concretas, e não em especulações.

Também segundo o porta-voz britânico, as regras atuais não podem ser consideradas permanentemente suficientes diante do avanço acelerado das capacidades computacionais.

Coordenação internacional

Embora tenha descartado o congelamento das pesquisas, o Ministério de Assuntos Digitais alemão afirmou que acompanha atentamente o ecossistema global e leva a sério os alertas de líderes da área. A pasta avaliou que sistemas capazes de escapar de ambientes controlados de teste e invadir outros sistemas por conta própria criariam “um cenário de ameaça inteiramente novo”, que exigiria respostas políticas específicas.

O governo alemão também defendeu uma coordenação regulatória global. Para Berlim, uma fiscalização efetiva dependerá da participação conjunta dos Estados Unidos e da China. A Alemanha informou ainda que levou formalmente a governança e a segurança em inteligência artificial às discussões de cúpula do G7.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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