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Alzheimer: diagnóstico precoce define acesso a terapias e acompanhamento
Brasil

Alzheimer: diagnóstico precoce define acesso a terapias e acompanhamento

Neurologista explica quais sinais exigem avaliação, como funciona a investigação e quais cuidados fazem parte do tratamento.

O diagnóstico precoce do Alzheimer pode abrir uma janela para terapias antiamiloide disponíveis no Brasil, mas o uso desses medicamentos depende de uma investigação individualizada e só é indicado em fases específicas da doença. O neurologista Iron Dangoni, do hospital Einstein em Goiânia, explicou que a avaliação deve ser considerada quando as falhas de memória se tornam repetitivas e passam a afetar a rotina.

As terapias com donanemabe e lecanemabe são aprovadas para pessoas com comprometimento cognitivo leve, etapa anterior à demência e ainda com funcionalidade preservada, ou para casos de demência leve, quando o prejuízo funcional ainda é inicial. O objetivo não é recuperar a memória, mas tentar estabilizar a doença ou retardar sua evolução. Em fases moderadas ou avançadas, o benefício dessa estabilização tende a ser menor, segundo o neurologista.

Como funciona a investigação

Para verificar se o paciente pode receber anticorpos monoclonais, os médicos precisam confirmar o acúmulo da proteína beta-amiloide por meio de PET amiloide ou de biomarcadores no líquor. Também é necessária uma ressonância magnética de crânio, usada para descartar sinais de sangramento ou doença vascular.

O protocolo inclui ainda o teste genético da apolipoproteína E, chamada de ApoE. A presença do genótipo ApoE E4/E4 indica alto risco de complicações e contraindica o uso da medicação no Brasil. A decisão, portanto, depende do cumprimento de todas as etapas e da análise dos resultados.

A aplicação ocorre em ambiente hospitalar, por infusão intravenosa. O donanemabe é administrado mensalmente, com previsão de uso por até um ano e meio. Já o lecanemabe é aplicado em intervalos de 15 dias e pode ser mantido por tempo indeterminado. Os dois tratamentos exigem uma ressonância magnética antes do início e três exames adicionais durante o acompanhamento, em intervalos próprios para cada medicamento.

Quando procurar avaliação

Esquecer chaves ou perder objetos ocasionalmente não representa, por si só, um problema de saúde. A atenção médica se torna necessária quando os lapsos aparecem com frequência, se repetem e interferem na funcionalidade ou na qualidade de vida.

O cuidado é especialmente relevante para pessoas a partir de 60 a 65 anos. Entre os mais jovens, alterações de memória costumam estar associadas a estresse, ansiedade, mudanças no sono ou distúrbios metabólicos e hormonais.

O neurologista alerta que situações repetidas, como esquecer comida no fogo, perder-se ao sair de casa ou ter dificuldade para dirigir, podem trazer riscos à segurança. A avaliação antecipada permite investigar a causa e considerar intervenções antes que o quadro se agrave.

Cuidados além dos remédios

Os tratamentos tradicionais disponíveis para os sintomas atuam aumentando os níveis de acetilcolina no cérebro. Eles podem aliviar o esquecimento, mas não modificam a progressão do Alzheimer. As terapias antiamiloide, por outro lado, têm como alvo a própria patologia.

O tratamento também envolve medidas não medicamentosas. Entre elas estão exercícios físicos regulares, alimentação saudável, estímulo cognitivo, convívio social e controle de fatores cardiovasculares, como hipertensão, diabetes, colesterol, tabagismo e consumo de álcool. O exercício físico é apontado pelo especialista como a medida preventiva com maior comprovação.

A comunicação do diagnóstico deve levar em conta o perfil de cada paciente e de sua família. O suporte psicológico e a quantidade de informações oferecidas variam conforme a forma como cada pessoa compreende e lida com a notícia, respeitando a autonomia e o direito de escolha.

A doença de Alzheimer é degenerativa e atinge principalmente pessoas idosas. Entre suas manifestações estão alterações de memória, dificuldade para nomear elementos e desorientação espacial, com piora progressiva que pode levar a quadros demenciais.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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