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Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB para 2026 e 2027
Foto: Arthur Menescal/Bloomberg
Brasil

Banco Central reduz previsão de crescimento do PIB para 2026 e 2027

Relatório do Banco Central projeta avanço de 1,8% para 2026 e de 1,4% para 2027, com revisões em setores e componentes da demanda.

O Banco Central reduziu as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 e 2027. As estimativas passaram de 2,0% para 1,8% no primeiro ano e de 1,8% para 1,4% no segundo, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (24).

A revisão para 2026 considerou dados já disponíveis do terceiro trimestre e uma composição menos favorável da expansão registrada no segundo trimestre. Para 2027, a autoridade monetária espera contribuições mais moderadas tanto da oferta quanto da demanda.

O Banco Central afirmou que o resultado geral do PIB ficou um pouco acima do esperado, mas os desempenhos positivos vieram principalmente da agropecuária e da indústria extrativa, setores menos sensíveis ao ciclo econômico. Já os segmentos mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias tiveram resultado abaixo da expectativa.

Projeções para 2026

A previsão de crescimento da agropecuária subiu de 1,7% para 1,8%, influenciada pelas revisões para cima nas safras de milho e algodão. Em sentido oposto, a estimativa para a indústria caiu de 2,3% para 1,5%. A melhora esperada para petróleo e gás não compensou a redução projetada para a indústria manufatureira e para eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (EGAER).

A projeção para serviços recuou de 1,9% para 1,7%. Entre os componentes da demanda, o consumo das famílias passou de 2,1% para 1,2%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou de 1,5% para 2,0%. O consumo do governo foi revisado de 2,0% para 2,2%.

As exportações mantiveram previsão de alta de 3,0%. Para as importações, a estimativa subiu de 2,0% para 3,5%, após dados do segundo trimestre mais fortes que o esperado.

Perspectiva para 2027

Para 2027, a agropecuária deve contribuir menos, diante de condições mais adversas associadas ao El Niño, dos preços elevados dos insumos e do alto endividamento dos produtores. Indústria e serviços devem crescer em ritmo ligeiramente inferior ao de 2026, mas ainda com expansão moderada.

O consumo das famílias deve avançar 1,4%, em meio à desaceleração gradual do mercado de trabalho, com menor crescimento da população ocupada e do rendimento médio. O Banco Central também considera os níveis elevados de endividamento e de comprometimento da renda com o serviço da dívida. O consumo do governo, por sua vez, deve recuar para 1,0%, acompanhando a expectativa de redução do impulso fiscal.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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