Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Segurança: Caiado defende autonomia dos governadores e atuação da União contra crimes federais
Brasil

Caiado propõe sistema de inteligência e defende autonomia dos estados na segurança

Candidato afirmou que a União deve combater crimes federais e apresentou propostas para presídios, câmeras corporais e integração de dados.

Ronaldo Caiado (PSD) defendeu a autonomia dos estados para definir estratégias de segurança pública e afirmou que o governo federal deve concentrar sua atuação nos crimes de competência da União. As declarações foram dadas em entrevista nesta quinta-feira (17).

O candidato à Presidência disse que os estados devem seguir as diretrizes gerais previstas na Constituição, mas manter liberdade para organizar suas políticas de segurança. Na avaliação dele, cabe ao presidente da República atuar diretamente nas ocorrências classificadas como crimes federais.

“A autonomia dos estados foi uma peça que nós alteramos”, afirmou Caiado, ao mencionar a Constituinte de 1988.

Integração de informações

Entre as propostas apresentadas está a criação de um Ministério da Segurança Pública com acesso integrado a dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), da Receita Federal, da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da área de inteligência da Polícia Federal.

A estrutura faria parte do sistema chamado Sentinela. Segundo o candidato, a ferramenta permitiria compartilhar informações com as forças estaduais e identificar empresas envolvidas em fraudes. Os dados também seriam enviados às polícias e aos secretários estaduais de Segurança.

Caiado ainda prometeu construir 40 novos presídios, equipados com scanners corporais. A medida, segundo ele, teria como objetivo conter a população carcerária e os condenados.

Câmeras corporais

Sobre o uso de câmeras corporais por policiais, o candidato afirmou que a decisão deve caber aos governadores, e não ao presidente da República. Ele disse que as operações podem apresentar condições diferentes conforme a região e o tipo de atuação policial.

Para Caiado, uma operação na Faria Lima não pode ser comparada a uma ação em Paraisópolis. Ele argumentou que, em áreas consideradas mais conflagradas, os policiais podem enfrentar adversários com fuzis, granadas e condições de maior risco.

“Câmera corporal é uma decisão do governador, não do presidente”, declarou.

Entrevistas

Caiado foi o terceiro presidenciável entrevistado nesta quinta-feira (17). Lula abriu a rodada na terça-feira (16), seguido por Romeu Zema.

A programação também prevê entrevistas com Flávio Bolsonaro (PL), na sexta-feira (18), Augusto Cury (Avante), no dia 19, e Renan Santos (Missão), no dia 22. Cada conversa terá duração de 30 minutos.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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