GOIÁS — O consumo de energia nas residências pode crescer até 30% entre agosto e outubro, de acordo com uma estimativa da Equatorial Goiás. A empresa relaciona a projeção ao aumento das temperaturas e ao uso mais frequente de ar-condicionado e ventiladores durante o período.
A distribuidora também prevê que o impacto varie entre os imóveis. Em períodos anteriores, quase 1,3 milhão de residências registraram aumento acima de 30% no consumo. Desse total, aproximadamente 280 mil instalações tiveram alta superior a 100%.
Marcos Aurélio Silva, executivo de Leitura e Faturamento da Equatorial Goiás, afirma que a média da distribuidora não representa necessariamente o comportamento de cada casa. Entre os fatores que podem aumentar a fatura estão o uso prolongado do ar-condicionado, a abertura frequente da geladeira e a permanência de aparelhos ligados por mais tempo.
Projeção para os próximos meses
Em 2024, o consumo médio passou de 184 kWh em agosto para 206 kWh em setembro e quase 239 kWh em outubro. A alta acumulada foi de aproximadamente 29% em dois meses.
No ano seguinte, a média ficou em cerca de 190 kWh em agosto de 2025, avançou para 210 kWh em setembro e chegou a aproximadamente 240 kWh em outubro. Para 2026, a estimativa indica crescimento de cerca de 13% em setembro e de outros 16% em outubro.
A empresa também cita a previsão de atuação do fenômeno Super El Niño como possível fator de elevação das temperaturas. A Equatorial Goiás informa que acompanha as condições climáticas e mantém ações preventivas e operacionais para o período.
Cuidados com os equipamentos
Na geladeira, a recomendação é conferir a borracha de vedação, evitar aberturas desnecessárias, manter o equipamento afastado da parede e seguir as instruções do fabricante para limpeza e manutenção. O aparelho não deve ser limpo enquanto estiver conectado à energia.
Para o ar-condicionado, a orientação é usar temperaturas de 23°C ou mais, limpar os filtros regularmente e realizar manutenção periódica. A combinação com ventiladores pode melhorar a circulação do ar e reduzir a necessidade de manter o aparelho em temperaturas muito baixas.
Segundo a Equatorial Goiás, o ventilador pode gastar até 11 vezes menos energia que o ar-condicionado. A empresa recomenda ainda diminuir a potência do chuveiro elétrico nos dias quentes e avaliar se é possível desligá-lo, já que a água pode sair aquecida por causa das altas temperaturas.







