O Banco Central estima que o déficit em conta corrente do Brasil ficará em US$ 60 bilhões em 2026, equivalente a 2,3% do PIB. A previsão anterior era de US$ 56 bilhões. Para 2027, a autoridade monetária espera uma redução para US$ 55 bilhões, ou 2,0% do PIB.
A revisão para 2026 está ligada principalmente à expectativa de um saldo menor na balança comercial. A projeção passou de US$ 78 bilhões para US$ 75 bilhões. O Banco Central informou que a estimativa para as exportações recuou discretamente por causa da expectativa de menor alta nos preços.
Apesar do ajuste, o relatório mantém a previsão de volumes e preços elevados ao longo do ano, com destaque para o crescimento das vendas de petróleo, soja e óleos combustíveis. As tarifas impostas pelos Estados Unidos tiveram impacto limitado no total das exportações brasileiras até o momento.
Projeções para 2026
O déficit da balança de serviços permanece estimado em US$ 56 bilhões. A previsão para a entrada de Investimento Direto no País também não mudou e continua em US$ 75 bilhões.
O Banco Central afirma que o resultado de 2026 será inferior ao registrado nos dois anos anteriores. A instituição relaciona a mudança à evolução positiva do saldo comercial, embora os déficits de serviços e rendas continuem pressionando a conta corrente.
Cenário para 2027
No próximo ano, o saldo comercial deve subir para US$ 77 bilhões, impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de petróleo e minério de ferro. A projeção também considera uma exportação de produtos agropecuários. As importações devem crescer em ritmo menor, com a moderação do consumo de bens duráveis e de capital.
A conta de serviços e a renda primária devem apresentar déficits menores, acompanhando um ritmo menos intenso da atividade doméstica. Para o Investimento Direto no País, a previsão é de US$ 75 bilhões, correspondente a 2,7% do PIB.







