Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Expedição parte de Fortaleza para investigar abismos no Atlântico Sul
Brasil

Expedição parte de Fortaleza para investigar abismos no Atlântico Sul

Equipe vai mapear a Zona de Fratura Romanche e coletar amostras em paredões submarinos de até 4,5 mil metros de profundidade.

Uma expedição científica parte neste domingo, 20, para investigar a Zona de Fratura Romanche, formação submarina de cerca de 1 mil quilômetros entre a costa Nordeste do Brasil e o oeste da África. A iniciativa, chamada The Gap, será realizada a bordo do navio de pesquisa Falkor (too), que saiu de Fortaleza.

O trabalho terá como foco duas áreas da fratura. Os pesquisadores vão mapear os paredões e coletar amostras de rochas e de vida marinha em pontos que chegam a 4,5 mil metros de profundidade. A operação contará com o SuBastian, um robô operado remotamente, e com um submarino autônomo.

O que será investigado

A equipe vai analisar a ressurgência equatorial, fenômeno em que águas mais frias e ricas em nutrientes sobem para a superfície. O professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), lidera a expedição. O objetivo é identificar a relação entre esse processo e as comunidades profundas, além de estudar as correntes e a morfologia dos habitats no fundo do oceano.

Segundo Perez, menos de 1% do oceano profundo é conhecido. Os cientistas também pretendem reunir evidências sobre a riqueza desses ambientes e os efeitos da ação humana, contribuindo para pesquisas futuras e para a discussão sobre áreas de preservação.

As mudanças climáticas estão entre os pontos analisados. Alterações nos ventos da região podem afetar a cadeia alimentar, enquanto a acidificação dos oceanos ameaça ambientes como os recifes de corais.

Como será a operação

O primeiro estágio será um mapeamento com a sonda acústica do navio, durante cerca de dois dias. Depois, o SuBastian descerá até os paredões para produzir imagens e recolher amostras. As operações serão transmitidas ao vivo, com narração, pelo canal do Schmidt Ocean Institute, que patrocina a expedição e cedeu os equipamentos.

Nas áreas consideradas mais promissoras, o submarino autônomo fará mapas com detalhamento de centímetros. O procedimento será repetido em uma segunda região, mais próxima da costa africana.

A equipe deve desembarcar em Gana em 26 de outubro. A expectativa é organizar os primeiros resultados em cerca de dois anos, embora os trabalhos possam gerar informações por cerca de uma década.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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