Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Fiji declara emergência após aumento de infecções pelo HIV
Brasil

Fiji declara emergência após aumento de infecções pelo HIV

País registrou 2.016 novos diagnósticos em 2025, enquanto especialistas defendem ampliar prevenção, testagem e tratamento.

O governo de Fiji declarou emergência nacional de saúde após o avanço das infecções pelo HIV. O país registrou 2.016 novos diagnósticos em 2025, número 16 vezes maior que o de 2019. A estimativa atual é de que uma em cada 60 pessoas adultas viva com o vírus. Cinco anos atrás, a proporção era de uma em cada 167.

Dados da UNAIDS mostram que as novas infecções aumentaram 12 vezes entre 2010 e 2025. Entre os casos em que o modo de transmissão foi identificado, mais da metade está ligada à transmissão sexual e mais de 42% ao uso de drogas injetáveis.

O infectologista Marcelo Daher afirma que o cenário precisa ser analisado considerando as características sociais e epidemiológicas do país. Para ele, exposição sexual, vulnerabilidade social e obstáculos para acessar prevenção e tratamento podem estar entre os fatores envolvidos. “É preciso entender o que está acontecendo lá em Fiji”, disse.

Prevenção e acesso ao tratamento

Uma das estratégias disponíveis é a profilaxia pré-exposição ao HIV, conhecida como PrEP. O método usa medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas apresentam risco aumentado de infecção.

Daher considera que a PrEP pode reduzir novas infecções quando é usada corretamente e chega às populações que podem se beneficiar dela. O infectologista também defende educação continuada e maior facilidade de acesso à prevenção. Segundo ele, no Brasil, a distribuição da PrEP ainda é limitada, especialmente para as pessoas que mais precisam da estratégia.

Em Fiji, o governo anunciou ações para ampliar a testagem, o tratamento e o acesso à PrEP. Também foram previstos programas de distribuição de seringas e agulhas para pessoas que usam drogas injetáveis. A UNAIDS destacou a necessidade de fortalecer a prevenção e diminuir as barreiras ao atendimento.

Diagnóstico precoce

A identificação antecipada do HIV pode evitar que a infecção avance para uma fase de doença. Com diagnóstico e tratamento adequados, a pessoa pode manter uma vida normal, segundo Daher. A recomendação é buscar testagem após situações de maior risco.

O tratamento reduz a possibilidade de evolução para a aids e ajuda a diminuir complicações, como infecções oportunistas e outros problemas associados ao HIV. A busca tardia por atendimento pode aumentar a pressão sobre o sistema de saúde, com mais internações e mortes.

Gestantes, crianças e cobertura do tratamento

Os efeitos do avanço das infecções já aparecem entre gestantes e crianças em Fiji. Dados oficiais indicam que cerca de 2% das mulheres grávidas vivem com HIV. Em 2025, 59 bebês nasceram com o vírus e 18 morreram antes de completar um ano.

A transmissão vertical, da mãe para o filho, está entre os riscos associados ao cenário. Também pode haver aumento do número de crianças que perdem os pais em decorrência da doença.

Parte do crescimento dos registros, no entanto, está relacionada à ampliação da testagem e à descoberta de pessoas que antes poderiam não ter recebido diagnóstico. A UNAIDS estima que cerca de 9.100 pessoas viviam com HIV em Fiji em 2025. Desse total, 39% conheciam a própria condição e 22% estavam em tratamento antirretroviral.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5