Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Gameleira de cerca de 60 anos divide moradores em Goiânia
Foto: Cilas Gontijo/Jornal Opçao
Brasil

Gameleira de cerca de 60 anos divide moradores em Goiânia

Parecer técnico aponta riscos das raízes, enquanto moradores e comerciantes defendem a preservação pela sombra e pelo valor histórico.

Uma gameleira da espécie Ficus elastica, plantada há cerca de 60 anos no Setor Campinas, poderá ser retirada após um parecer técnico apontar riscos relacionados ao avanço das raízes. A árvore fica na Rua José Hermano, no cruzamento com a Rua Santa Bárbara, e divide opiniões entre moradores e comerciantes.

A possível retirada seria feita pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O caso começou após Mário Soares, proprietário do imóvel mais afetado, procurar a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) para pedir providências. Segundo ele, as raízes atingiram paredes, o hidrômetro e outras partes da casa.

Mário é sobrinho de Carlos Antunes, apontado como responsável pelo plantio da árvore. Ele afirma que o pedido não está relacionado à saúde da gameleira, mas aos danos provocados pelo crescimento no local. “Está derrubando a casa. Está derrubando as paredes, tudinho”, disse.

De acordo com o proprietário, uma parede está solta e há risco de comprometimento de parte da estrutura e de danos às torres de vidro do imóvel. Ele também afirma que a família procurou os órgãos públicos, que a casa passou por vistorias da Amma e da Defesa Civil e que a documentação para a retirada foi providenciada pelos meios legais.

Relatos de danos em imóveis e na rede elétrica

Mário relata ainda que, durante o período chuvoso, galhos atingem a rede elétrica e provocam curtos-circuitos. Ele cita a queda de folhas e galhos, além de impactos em imóveis vizinhos e no trânsito.

Rayanne Galdino Menezes Martins, funcionária e filha do proprietário do Supermercado Goiás, também apoia a retirada. Segundo ela, galhos encostam na rede elétrica durante as chuvas e provocam interrupções no fornecimento. O supermercado já teria ficado quatro horas sem energia, mesmo contando com um gerador de pequeno porte.

Rayanne também aponta problemas nas calçadas e relata casos em que galhos atingiram veículos estacionados. Para ela, a sombra é positiva, mas os danos materiais precisam ser considerados. “A questão é o todo”, afirmou.

Moradores defendem a permanência

Deborah Seyssa, professora, missionária e moradora da região há 40 anos, é contrária à retirada. Ela afirma que a gameleira ajuda a amenizar o calor em uma área com poucas árvores e defende que o poder público procure uma solução para preservar a planta e garantir a segurança da família afetada.

A moradora sugere avaliar a indenização ou o reassentamento dos proprietários do imóvel. Ela também questiona se podas poderiam reduzir os problemas provocados pelos galhos.

O comerciante Stanley Silva também defende a permanência. Para ele, a árvore oferece sombra, protege veículos do sol e da chuva e melhora o conforto de quem circula pelo local. Seu principal incômodo, afirma, é recolher as folhas que caem.

Alaidio Martins, comerciante que afirma morar na região há 35 anos, considera que o Setor Campinas é carente de arborização. Ele defende que sejam buscadas alternativas para resolver os problemas da casa sem eliminar a gameleira e destaca o benefício ambiental e o valor histórico da árvore.

Mário afirma ter recebido críticas nas redes sociais após solicitar a retirada. Ele diz que a autorização prevê o plantio de outra espécie no lugar da gameleira e que a intenção é solucionar os riscos sem desconsiderar a importância da arborização.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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