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Gameleira de 60 anos será retirada após avanço das raízes em Goiânia
Brasil

Gameleira de 60 anos será retirada após avanço das raízes em Goiânia

Árvore plantada por empresário aposentado no Setor Campinas será removida por risco a imóvel vizinho e bloqueio do passeio.

Uma gameleira plantada há cerca de 60 anos no Setor Campinas será retirada por causa do avanço das raízes. Um parecer técnico apontou risco de danos estruturais a um imóvel vizinho e de bloqueio do passeio público na Rua José Hermano, no cruzamento com a Rua Santa Bárbara.

A operação foi autorizada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), que publicou uma portaria no Diário Oficial do Município no dia 15. O documento permite contratar, por dispensa de licitação, a empresa Niu Transportes Ltda. para alugar dois guindastes telescópicos móveis. O investimento previsto é de R$ 39,6 mil.

O parecer foi emitido pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) em 2024. A árvore é da espécie Ficus elastica e foi plantada em 1966 pelo empresário aposentado Carlos Antunes Barbosa, conhecido como Nego. Prestes a completar 86 anos, ele contou que comprou uma muda de pouco mais de um metro para fazer sombra em frente ao imóvel que possuía na época. “Não sabia que ia crescer tanto”, recorda.

Memória da família

O filho de Carlos, Divino Frances Barbosa, de 62 anos, confirma que o pai plantou a árvore quando ele tinha apenas três ou quatro anos. A família pretende retirar um galho no dia do corte e levar uma muda para uma fazenda em Itaberaí.

Carlos afirma que o terreno onde a gameleira foi plantada era de sua propriedade. Ele construiu um barracão de três cômodos nos fundos, abriu um estabelecimento na região e manteve negócios no local por cerca de 12 anos. Segundo Divino, o pai também montou um mercado na esquina onde hoje funciona o Supermercado Goiás. Na época, o endereço abrigava o Supermercado Acre.

A família chegou a Goiânia em meados da década de 1960, vinda de Itaberaí. Carlos abriu uma madeireira e depois passou a administrar sozinho o negócio. Em 1980, retornou a Itaberaí, onde vive atualmente. Divino relata que os filhos permaneceram em Goiânia após a separação conjugal do pai, em 1977.

Árvore acompanhou urbanização

Carlos lembra que Campinas mudou desde a chegada da família. Quando plantou a gameleira, o entorno ainda tinha trechos de chão e o cemitério ficava na pracinha. Com o tempo, a região passou por urbanização e teve aumento do comércio e da ocupação.

A família reconhece que a árvore passou a causar transtornos. Divino relata a queda de galhos sobre telhados e o acúmulo de folhas nas calhas, que exige limpezas constantes. Carlos também concorda com a retirada: “Cai folha nas casas do lado, quebra telhado, dá prejuízo grande”.

Mesmo com a remoção, a família pretende preservar parte da história da gameleira. A ideia é plantar uma muda na fazenda em Itaberaí, dando continuidade ao exemplar cultivado por Carlos há 60 anos.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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