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Globalização avança em cenário de fragmentação e alianças regionais
Brasil

Globalização avança em cenário de fragmentação e alianças regionais

Especialistas avaliam que países devem combinar integração econômica, soberania seletiva e coalizões regionais em um cenário híbrido.

A globalização deve continuar, mas em um ambiente marcado por fragmentação, alianças regionais e busca por autonomia em setores estratégicos. A avaliação foi apresentada no painel “Navegando pela nova economia global”, realizado durante o Fórum Agenda Global 2026.

Daniel Erikson, consultor sênior da Covington e ex-assessor especial da Presidência dos Estados Unidos, afirmou que a integração entre países tende a permanecer, embora algumas áreas devam passar por uma retomada da soberania. Na avaliação dele, governos podem escolher em quais setores pretendem manter controle próprio e em quais aceitarão abrir mão de parte dessa autonomia em troca de benefícios econômicos, políticos ou sociais.

Erikson também disse que empresas precisarão adaptar a relação com governos e instituições. Além de apresentar suas demandas, elas deverão considerar o que pode ser exigido nessas negociações. Para o consultor, essa mudança ganhou espaço e deve permanecer.

Ethan Zindler, diretor de Pesquisa em Políticas Públicas e Países da BloombergNEF, destacou a participação direta do governo de Donald Trump em empresas de minerais críticos, semicondutores e outros setores. Ele observou que governos democratas anteriores tratavam esse tipo de atuação como um limite, salvo em situações extraordinárias.

Zindler levantou a possibilidade de um futuro presidente democrata manter essa política e citou a China como um país que adota medidas semelhantes há bastante tempo. “Acho que as regras do jogo foram alteradas pelo governo Trump”, afirmou. Para ele, o setor privado precisará demonstrar que suas iniciativas estão alinhadas aos interesses nacionais para aumentar a possibilidade de receber apoio por meio de políticas públicas.

Nasser Malik, head global de Sustentabilidade e Transição no Corporate Banking do Citi, afirmou que não considera provável uma volta completa dos países ao isolamento. Ao mesmo tempo, avaliou que forças estruturais devem sustentar um nível de fragmentação superior ao observado anteriormente.

Coalizões e financiamento misto

Malik apontou o crescimento de coalizões e alinhamentos entre países. “Estamos vendo o surgimento de coalizões regionais, uma espécie de globalização regional”, disse. Segundo ele, esses agrupamentos preservam elementos da globalização, mas podem resultar em uma configuração menos abrangente ou em um modelo híbrido.

O executivo também tratou da cooperação entre recursos públicos e privados. Estruturas de financiamento misto podem usar o setor público para reduzir riscos e estimular a entrada de capital privado. A dificuldade está em conciliar participantes com objetivos e limitações diferentes, o que complica a criação desses modelos em grande escala.

Para Malik, a aproximação entre empresas, investidores e governos será necessária para acelerar a descarbonização. O crescimento do financiamento misto, acrescentou, dependerá de maior disposição do capital privado para trabalhar com o setor público.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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