ÍNDIA — A primeira visita de Xi Jinping à Índia desde 2019 marcou a cúpula do Brics encerrada neste domingo 13. O encontro ocorreu após anos de tensões na fronteira entre as duas potências asiáticas e também foi acompanhado por protestos de exilados tibetanos em Nova Délhi.
A reunião, conduzida pelo primeiro-ministro indiano Narendra Modi, terminou com a aprovação de uma declaração conjunta. O documento defendeu um sistema comercial aberto e centralizado na Organização Mundial do Comércio (OMC), além de pedir “máxima moderação” nos conflitos regionais.
Comércio e ordem internacional
Os líderes defenderam a cooperação econômica global, o multilateralismo e uma ordem mundial multipolar. O Brics concentra metade da população mundial e 40% do PIB global, segundo os dados apresentados no encontro.
Vladimir Putin, da Rússia, defendeu uma ordem internacional mais justa. Xi Jinping, da China, fez um alerta contra o protecionismo e a ausência de regras no comércio internacional.
A cúpula reuniu chefes de Estado durante dois dias, apesar de divergências entre os integrantes. Entre os pontos de tensão estavam os desequilíbrios comerciais entre Índia e China e as negociações sobre o Oriente Médio.
Representação brasileira
O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O presidente Lula enviou o chanceler ao encontro enquanto está em campanha pela reeleição.
A declaração final combinou a defesa da integração econômica com o apelo para que os conflitos regionais sejam tratados com moderação. O documento também reafirmou o papel da OMC como centro de um sistema comercial aberto.







