EMBU DAS ARTES — A investigação sobre a morte de Larissa da Cruz Morata teve uma nova diligência nesta quinta-feira, 10. A Polícia Civil foi ao endereço de Thamires Costa Mathias, de 19 anos, para cumprir um mandado de busca e apreensão, mas ela não estava no local, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).
Thamires é irmã do soldado Vinicius Costa Silva, de 26, que está preso desde segunda-feira, 7. Ele era marido de Larissa, de 29, encontrada morta na residência onde os dois viviam com o filho, de dois anos, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.
A SSP informou que a Delegacia de Embu das Artes apura as circunstâncias da morte e a conduta da cunhada da vítima. O advogado Roberto Montanari Custódio, que representa Silva e Thamires, disse nesta quinta-feira que, a princípio, a jovem não é investigada.
O que aconteceu na casa
Larissa foi localizada no banheiro por volta das 11h de domingo, 6, com um ferimento na cabeça causado por arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado e confirmou a morte.
Em depoimento, Silva afirmou que havia conversado com Larissa sobre o fim do relacionamento naquela manhã. Segundo ele, ela teria ficado abalada, enquanto ele foi dormir. O policial relatou que acordou após ouvir um estrondo e, inicialmente, pensou que fosse um vidro quebrando.
Ainda de acordo com o depoimento, Silva ouviu um desenho infantil na sala e encontrou o filho brincando. Depois, foi ao banheiro e viu Larissa caída. Ele afirmou ter ligado para o 190. À Polícia Civil, também alegou que a mulher tirou a própria vida.
A versão de Thamires tem diferenças em relação ao relato do irmão. Ela disse que estava na sala com o sobrinho quando ouviu um “barulho extremamente alto”. Conforme seu depoimento, Larissa havia saído do quarto, informado que o relacionamento tinha terminado, tomado banho e pedido para ficar sozinha.
Thamires relatou que correu até o quarto, encontrou Silva e, depois que ele localizou Larissa no banheiro, levou o sobrinho para outro cômodo e acionou a Polícia Militar. No depoimento do soldado, não foi mencionado se havia outra pessoa no ambiente quando o disparo ocorreu.
O advogado afirmou, em nota divulgada na terça-feira, 8, que Silva “permanece sustentando, desde o primeiro momento, que não praticou qualquer ato de violência contra Larissa”. A investigação continua. Segundo a SSP, novas diligências periciais serão feitas na sexta-feira, 11, no imóvel do casal para reunir elementos sobre a dinâmica da morte.








