GOIÂNIA — Os dois jovens de 20 anos presos após lançar uma bomba caseira incendiária dentro de um bar do Setor Marista foram soltos depois que a Justiça fixou fiança de R$ 10 mil para cada um. A decisão foi tomada em audiência de custódia nesta terça-feira (22), e os investigados também terão de usar tornozeleira eletrônica.
O ataque ocorreu na madrugada de domingo (20), depois que os jovens fizeram um desafio sobre quem teria coragem de jogar o artefato contra o comércio. Uma mulher que estava com eles também foi presa, mas acabou liberada.
Medidas impostas pela Justiça
Além da fiança, a juíza Roberta Wolpp proibiu os dois de se aproximarem ou conversarem com as vítimas por telefone ou por meios digitais. Durante a audiência, ela afirmou que havia, em princípio, requisitos para a prisão preventiva, especialmente pela gravidade da conduta e pela necessidade de preservar a ordem pública. A magistrada registrou, porém, que não houve pedido do Ministério Público nem da Polícia Civil pela prisão.
O delegado Rilmo Braga afirmou que a ideia teria surgido como uma “brincadeira de menino”. Segundo ele, um dos jovens teria duvidado da coragem do outro, enquanto a mulher informou que tinha um isqueiro.
Feridos e investigação
O ataque deixou três clientes gravemente feridos. Uma mulher sofreu queimaduras de terceiro grau nos ombros e perdeu cabelo. O namorado dela teve o tímpano perfurado, e um homem permanece internado em estado grave.
Imagens de segurança mostram um carro branco parando em frente ao bar, na Avenida Portugal. Um dos ocupantes desce, lança a bomba dentro do estabelecimento e, depois, o veículo deixa o local.
Os jovens foram presos às 15h de domingo (20), na portaria de um prédio do Setor Bueno, quando tentavam pedir desculpas às vítimas. Eles foram autuados, em tese, por explosão e lesão corporal de natureza grave.
A Polícia Civil ainda analisa se o caso pode ser enquadrado como tentativa de homicídio. De acordo com a Justiça, um dos jovens é vendedor CLT e o outro, autônomo. Ambos têm casa própria.







