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Itamaraty diz que Lula e Trump não tiveram encontro na ONU
Foto: Reuters/Mike Segar
Brasil

Itamaraty diz que Lula e Trump não tiveram encontro na ONU

Presidentes discursaram na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, mas não conversaram no intervalo entre as falas.

O Itamaraty informou que Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump não se encontraram nesta terça-feira (22), durante a abertura do Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Havia expectativa de uma conversa rápida entre os presidentes no intervalo de seus discursos, mas o contato não aconteceu.

Pela tradição do evento, o presidente brasileiro faz a primeira fala e, em seguida, o presidente dos Estados Unidos discursa. No ano passado, os dois tiveram um encontro informal de 39 segundos entre as apresentações. Na ocasião, Trump afirmou que havia tido uma “excelente química” com Lula, em meio ao clima de tensão causado pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

O cenário atual é marcado pelas eleições. O governo brasileiro tem apontado tentativas de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral, com apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Pesquisas mencionadas no texto indicam empate técnico entre Lula e Flávio.

Durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, Lula criticou a ingerência externa em eleições sem citar diretamente os Estados Unidos. Também afirmou que não subestima o desafio das redes de desinformação durante a campanha e declarou: “não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular”.

Exigências apresentadas pelos Estados Unidos

Uma lista com 21 pontos foi apresentada pelos Estados Unidos em Washington, em outubro do ano passado, durante as negociações para reduzir o tarifaço. Entre os itens, estava a defesa de que pessoas classificadas como “dissidentes políticos” não fossem impedidas de participar do processo eleitoral.

O governo Lula recusou as condições ligadas à política interna brasileira que foram incluídas nas conversas sobre as tarifas. Fontes do Palácio do Planalto avaliam que a entrada desses temas na relação bilateral começou antes da lista. Em 9 de julho do ano passado, Trump havia escrito em uma rede social que Jair Bolsonaro deveria ser “deixado em paz” e utilizado novamente a expressão “caça às bruxas”.

Na avaliação de interlocutores do Palácio do Planalto, a lista também mostra que os Estados Unidos conduziriam as tratativas com termos já definidos. Para essas fontes, o processo se aproxima de um “contrato de adesão”, e não de uma negociação propriamente dita.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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