A estrutura eleitoral montada em torno de Marussa Boldrin deve levar o Republicanos a eleger apenas um deputado federal, segundo a avaliação apresentada para a disputa em Goiás. Nesse cenário, a deputada é apontada como o nome mais forte da legenda, enquanto Lêda Borges e Ricardo Quirino também devem receber votos, mas tendem a ficar atrás dela.
José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), é o principal apoio político da parlamentar. Coordenador-geral da campanha de Daniel Vilela, candidato à reeleição pelo MDB, Schreiner circula pelo estado promovendo os nomes do governador e de Marussa Boldrin.
O crescimento recente da campanha ampliou a avaliação de que a deputada será reeleita. A expectativa é que ela consiga votos em diferentes regiões de Goiás, e não somente em uma cidade ou área específica. O desempenho é relacionado ao trabalho da parlamentar e à atuação de Schreiner, descrito como um articulador eleitoral de grande alcance.
Disputa dentro do partido
Lêda Borges deixou de ser considerada a principal aposta do Republicanos. Ela enfrenta uma adversária forte em Valparaíso de Goiás, sua cidade-base: Zeli Fritsche, deputada estadual pelo PSD.
Na eleição de 2022, Marussa Boldrin foi eleita pelo MDB com 80.464 votos. Lêda Borges, que também conquistou uma cadeira, recebeu 51.346 votos e foi eleita por ter sido a candidata mais votada do PSDB.
Ricardo Quirino, deputado estadual e pastor apoiado pela Igreja Universal, também deve ter bom desempenho. A instituição decidiu apoiá-lo depois que Jeferson Rodrigues, então no Republicanos, migrou para o PSDB. Em 2022, Rodrigues recebeu 56.026 votos e foi eleito.
A avaliação é que Lêda Borges e Ricardo Quirino não são candidatos fracos, mas não dispõem de uma estrutura eleitoral com alcance em todo o estado semelhante à de Marussa Boldrin. O Republicanos ainda enfrenta a dificuldade de ter uma chapa considerada fraca, desconsiderando os três nomes citados, o que pode limitar a legenda à eleição de apenas um parlamentar.







