O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) admitiu que compartilhou nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal (PF). O parlamentar afirmou que apagou a publicação pouco depois de repostá-la a partir de um perfil no X.
A PF confirmou nesta sexta-feira (4/9) que o suposto relatório não foi produzido pela instituição. O documento dizia não haver indícios de crime nas conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A publicação começou a circular na tarde de quinta-feira (3/9). Depois de ser desmentida, a página responsável pelo conteúdo retirou a postagem. Em seguida, Nikolas também deletou o material. O story que exibia o documento ficou disponível por pouco tempo.
“Um perfil, Space Liberdade postou e eu tinha compartilhado”, afirmou o deputado. Segundo ele, a publicação desapareceu depois que o perfil removeu o conteúdo.
O laudo falso afirmava que as mensagens entre Nikolas e Vorcaro indicariam apenas “contato de natureza pessoal e profissional entre os interlocutores”. Também dizia que não havia elementos suficientes para justificar uma investigação específica contra o deputado.
Análises feitas por plataformas de checagem identificaram erros nas datas e nas transcrições das mensagens, além de diferenças em relação a relatórios verdadeiros da PF. Uma das divergências está na data de elaboração: o documento falso aparece como produzido em 18 de novembro de 2025, enquanto o relatório verdadeiro tornado público nesta semana é datado de 27 de agosto de 2026.
Conversas com Daniel Vorcaro
As mensagens entre Nikolas e Vorcaro foram divulgadas na quinta-feira. Em um dos diálogos, o deputado chama o empresário de “Dani” e diz que gostaria de “ter mais proximidade” com ele. Em outro trecho, pede ajuda para uma demanda relacionada à liberação de um ativo minerário.
Após a divulgação das conversas, Nikolas publicou um vídeo em que negou irregularidades e disse que nunca recebeu dinheiro de Vorcaro.







