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ONU registra avanço da guerra entre riscos globais e alerta para baixa preparação
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ONU registra avanço da guerra entre riscos globais e alerta para baixa preparação

Relatório da ONU mostra que conflitos, tecnologia e clima concentram preocupações, enquanto 86% avaliam que faltam recursos para reduzir riscos.

A capacidade de resposta a ameaças globais é considerada insuficiente por 86% dos especialistas consultados em um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU). A pesquisa também mostra que o risco de uma guerra em larga escala foi o que mais avançou entre as 28 ameaças analisadas, com alta de 16 posições em relação a 2024.

O estudo foi divulgado nesta terça-feira, 15, após reunir cerca de 1,3 mil representantes de governos, organizações internacionais, empresas, universidades e entidades da sociedade civil. Eles avaliaram riscos políticos, econômicos, ambientais, sociais e tecnológicos.

Conflitos ganham espaço no levantamento

A ameaça de uma guerra em larga escala aparece entre os dez principais riscos nas sete regiões analisadas pela ONU. Em seis delas, o tema e as tensões geopolíticas estão entre os cinco primeiros colocados. Em 2024, os dois assuntos apareciam juntos entre as cinco maiores preocupações em apenas uma região.

Para 36% dos participantes, um conflito desse tipo poderia afetar uma parcela significativa da humanidade no prazo de um ano. Considerando os próximos sete anos, o percentual chega a 76%.

O relatório avalia a importância de cada ameaça, a proximidade de seus efeitos, a ligação com outros riscos e o nível de preparação das instituições. A guerra foi a única ameaça a figurar entre as seis primeiras em todos esses critérios.

A ONU, porém, não prevê uma Terceira Guerra Mundial. O levantamento registra a percepção dos especialistas sobre riscos relevantes, próximos e capazes de atingir parte significativa da população mundial. A alta de 16 posições representa uma mudança na avaliação do perigo, não uma previsão de que o conflito acontecerá.

Armas e tecnologia entram no radar

O aumento das tensões internacionais elevou também a preocupação com armas de destruição em massa. O tema passou a figurar entre os dez principais riscos na Ásia Central e Meridional, na África Subsaariana e na Oceania.

Na Ásia Oriental e no Sudeste Asiático, ganharam espaço as preocupações com os efeitos da inteligência artificial, a concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia e uma possível crise financeira mundial. Riscos tecnológicos também entraram no grupo das dez maiores ameaças percebidas na Europa e na América do Norte.

Os participantes demonstraram preocupação com a capacidade do sistema multilateral de responder às transformações tecnológicas. Entre os pontos citados estão os efeitos econômicos e sociais da inteligência artificial, a concentração de poder, a segurança e a capacidade dos governos de acompanhar esse processo.

Clima segue como principal preocupação isolada

Mesmo com o avanço das ameaças geopolíticas, as mudanças climáticas continuam entre os riscos de maior destaque. Quando a pergunta considera especificamente a importância das ameaças, a falta de ações suficientes contra o aquecimento global aparece como o risco mais relevante.

O levantamento também aponta que pandemias e riscos biológicos perderam posições. Eles deixaram de estar entre os dez principais em todas as regiões analisadas, embora isso não signifique que a possibilidade de uma nova emergência sanitária tenha desaparecido.

Os riscos avaliados podem se reforçar. Conflitos podem gerar efeitos econômicos, humanitários e sociais; eventos climáticos extremos podem pressionar a produção de alimentos e provocar deslocamentos; e novas tecnologias podem interferir na economia, na circulação de informações e nas relações entre países.

A cooperação entre governos é apontada como uma das principais formas de impedir que ameaças se transformem em crises de grandes proporções. O desafio, segundo o levantamento, é ampliar essa articulação em um cenário no qual as tensões internacionais estão entre as maiores preocupações dos especialistas.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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