Goiânia recebeu avaliação positiva de 95% dos turistas entrevistados na primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística. O levantamento também indica que 98,33% deles recomendariam a capital a outras pessoas.
A experiência foi considerada máxima por 73,33% dos participantes. Outros 21,67% deram nota 4. Entre os itens avaliados, a alimentação — incluindo bares e restaurantes — teve o melhor resultado, com média de 4,7 em uma escala de 1 a 5. O estudo registrou 192 respostas para esse aspecto, e 75% atribuíram nota máxima.
A hospitalidade dos moradores apareceu na sequência, com média de 4,6 e nota 5 dada por 76% dos participantes que responderam à pergunta. Os atrativos turísticos alcançaram 4,5; a sensação de segurança, 4,4; a hospedagem, 4,3; táxis e aplicativos de transporte, 4,2; e a limpeza, 4,1. O transporte público ficou com média 4.
O que os visitantes fizeram
Dos 240 entrevistados classificados como turistas, 81,25% visitaram pelo menos um atrativo ou local da cidade. Entre os 195 que fizeram alguma visita, o Zoológico de Goiânia foi o ponto mais lembrado, com 46,67% das menções.
O relatório pondera que 119 pessoas foram abordadas no próprio zoológico, que foi um dos locais de aplicação da pesquisa. Essa característica pode ter influenciado o resultado.
Compras em shopping centers e na Região da 44 vieram logo depois, com 44,62%. Bares e restaurantes foram citados por 34,87%, seguidos por parques, com 28,21%, e feiras, com 23,59%. Mercados tiveram 9,74%; o Centro Cultural Oscar Niemeyer, 5,13%; e a Praça Cívica e seu acervo Art Déco, 3,08%.
Como era possível escolher mais de uma alternativa, a soma dos percentuais não corresponde a 100%. Os dados indicam uma combinação de gastronomia, compras e lazer no roteiro dos visitantes.
Mobilidade e planejamento
Os resultados foram mais baixos em mobilidade urbana e sinalização turística, ambas com média 3,8. A acessibilidade para pessoas com deficiência registrou 3,6.
A maior parte dos turistas, 86,67%, não utilizou serviços de informação durante a estadia. Entre os que buscaram orientação, 8,33% recorreram à internet, ao Google ou às redes sociais; 4,17% consultaram amigos ou familiares; e 0,42% mencionaram o Centro de Atendimento ao Turista.
No planejamento da viagem, 68,93% disseram não ter usado fontes específicas. Amigos e parentes apareceram com 9,6%, sites e blogs de viagens com 8,76% e agências de viagem com 5,08%.
Perfil de consumo e permanência
A faixa de gasto mais frequente foi de R$ 101 a R$ 300 por pessoa ao dia, indicada por 28,75% dos entrevistados. Despesas de até R$ 100 foram relatadas por 24,58%, o que coloca 53,33% dos participantes na faixa de até R$ 300 por dia.
No outro extremo, 16,25% informaram gastos superiores a R$ 1 mil por dia. Também foram registrados gastos entre R$ 301 e R$ 500, por 12,5%; entre R$ 501 e R$ 700, por 3,75%; e entre R$ 701 e R$ 1 mil, por 3,33%. Outros 9,17% não gastaram na cidade.
A viagem em família foi o formato mais comum, com 47,46% dos 354 participantes. Viajantes sozinhos representaram 31,07%; acompanhados de amigos, 7,63%; e em casal, 5,93%.
Quanto à hospedagem, 35,03% não utilizaram acomodação, em deslocamentos de ida e volta ou situações semelhantes. A casa de amigos ou parentes foi usada por 31,64%; hotéis, por 22,03%; e imóveis privados ou Airbnb, por 7,06%.
Entre quem permaneceu em Goiânia, as estadias de uma a três noites corresponderam a 24,58% da amostra. Períodos de quatro a sete noites representaram 20,06%, enquanto 8,47% ficaram entre 15 e 30 noites.
Conexões e origem dos visitantes
A conexão para outro destino foi o principal motivo da presença em Goiânia, com 32,20% dos entrevistados. Visitas a familiares e amigos somaram 22,32%; lazer, 13,28%; negócios ou trabalho, 10,73%; e turismo de saúde, 8,47%.
O relatório informa que os passageiros em conexão foram considerados para medir o papel da capital na distribuição regional de viajantes. Esse grupo, porém, ficou fora das análises específicas de comportamento e consumo turístico, já que sua permanência dependia da conexão.
O ônibus regular foi o meio de chegada mais usado, por 40,68% dos entrevistados. O carro respondeu por 30,51%, o avião por 23,16% e excursões de ônibus ou van por 3,95%.
A maioria dos participantes, 94,07%, morava no Brasil. Goiás teve a maior participação entre os estados, com 27,97%, seguido por São Paulo, com 11,86%; Maranhão, com 10,17%; Tocantins, com 8,19%; e Mato Grosso, com 7,91%.
Visitantes internacionais representaram 5,93% da amostra. Os Estados Unidos tiveram sete entrevistados e a Argentina, três. Também foram registrados participantes da Alemanha, Austrália, Bélgica, Colômbia, Espanha, França, Inglaterra, Portugal e Suíça.
A faixa etária de 35 a 44 anos concentrou 29,66% dos participantes. Pessoas de 25 a 34 anos foram 21,47%, e as de 45 a 54 anos, 18,64%. As mulheres corresponderam a 55,65% da amostra.
Próximas etapas
A primeira fase ocorreu em julho, período classificado como de alta temporada com base em indicadores de sazonalidade do setor hoteleiro. Foram realizadas 354 entrevistas presenciais: 109 no aeroporto, 126 no Terminal Rodoviário e 119 no Zoológico. A meta inicial era de 375 entrevistas.
O levantamento terá continuidade ao longo de 2026 e deve chegar a 1,5 mil entrevistas. A divisão prevista é igual entre quatro períodos: julho e dezembro, considerados de alta temporada, e setembro e novembro, classificados como baixa temporada. A comparação entre as etapas deverá mostrar mudanças no perfil, no comportamento e na experiência dos visitantes ao longo do ano.







