Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Relatório da PF sobre “Dark Horse” contraria versão de Flávio
Brasil

PF aponta inatividade do fundo usado no financiamento de “Dark Horse”

Relatório afirma que o Havengate ficou quase 4 anos sem operação antes de receber US$ 2.000.000 ligados ao filme.

O relatório da Polícia Federal sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, aponta que o fundo norte-americano Havengate ficou inoperante por quase 4 anos antes de receber recursos ligados à produção. A informação contraria a versão apresentada pelo senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

O documento foi divulgado depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo das investigações na 6ª feira (11.set.2026). De acordo com a PF, o Havengate foi criado em 2020, nos Estados Unidos, e recebeu o primeiro repasse do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em fevereiro de 2025.

A primeira remessa, de US$ 2.000.000, foi enviada em 13 de fevereiro de 2025 pela Entre Investimentos para financiar o filme. As investigações indicam que a empresa realizou repasses de Vorcaro ao fundo norte-americano.

“O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos”, afirma o relatório, que também aponta a ausência de atividade pública registrada até o recebimento dos recursos.

Versão apresentada por Flávio

Em maio, durante entrevista à GloboNews, Flávio Bolsonaro disse que o Havengate era um fundo exclusivo criado para a realização do filme. O relatório da PF, porém, registra que o veículo havia sido originalmente criado para fins imobiliários e estava sem operação imobiliária ativa antes de ser reativado para receber remessas internacionais relacionadas à produção cinematográfica.

O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro. Na mesma entrevista, Flávio afirmou que escolheu o Havengate porque Calixto era uma pessoa de confiança de seu irmão e negou que os recursos tivessem beneficiado Eduardo nos Estados Unidos.

Nos documentos cujo sigilo foi retirado, a Procuradoria Geral da República afirma que Eduardo Bolsonaro orientou os recursos nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram procurados para se manifestar sobre o relatório, mas não responderam até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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