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Republicanos barra Cleitinho por causa de vídeo espírita e porque ele atrapalha partido
Brasil

Republicanos impede candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais

Partido afirma que senador não confirmou a candidatura e aponta ausência na convenção estadual como fator decisivo para a decisão.

O Republicanos barrou a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais. A decisão foi comunicada na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, pelo presidente nacional da sigla, o deputado paulista Marcos Pereira, em nota oficial.

O partido afirma que manteve diálogo com o senador durante meses, articulou aliados e adiou decisões estratégicas enquanto aguardava uma definição sobre a disputa. Segundo o diretório mineiro, a ausência de Cleitinho na Convenção Estadual do Republicanos, realizada dia 25 de julho, confirmou a falta de compromisso necessário para a construção da candidatura.

A nota, assinada pelo Republicanos de Minas Gerais e pelo presidente estadual, deputado Euclydes Pettersen, diz que a legenda respeita a trajetória e o mandato do senador, mas precisa conduzir seu projeto político com previsibilidade e responsabilidade diante de filiados, aliados e candidatos a deputado.

“Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la”, afirma o documento.

Disputa e vídeo nas redes sociais

Cleitinho aparecia na liderança das pesquisas de intenção de voto em Minas Gerais, com índices entre 36% e 39% em diferentes cenários de primeiro turno, conforme levantamento da Quaest divulgado na terça-feira passada. O estado tem 10,3 milhões de eleitores e concentra mais de 10% do eleitorado brasileiro.

No mesmo dia da divulgação da pesquisa, o senador publicou nas redes sociais e em perfis de assessores um vídeo produzido por inteligência artificial. Na gravação, ele conversa com avatares do pai e do irmão, mortos recentemente. Os personagens o apresentam como candidato ao governo de Minas Gerais.

O episódio teria ampliado o desgaste com o Republicanos, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, que rejeita o espiritismo. O texto também relaciona a decisão à atuação política de Cleitinho, marcada por insultos e críticas aos poderes da República.

Interesses eleitorais do partido

A decisão também ocorre em meio às articulações envolvendo Eduardo Cunha, filiado ao Republicanos e candidato por Minas Gerais. A situação eleitoral dele depende de decisões da Justiça Eleitoral. O mesmo contexto é citado em relação ao ex-governador de Brasília José Roberto Arruda, do PSD, e a Anthony Garotinho, também filiado ao Republicanos, no Rio de Janeiro.

A discussão sobre mudanças nos prazos de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa tramita no Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes pediu vista da ação, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral é citado no debate sobre a situação dos candidatos.

A avaliação apresentada é que uma candidatura de Cleitinho poderia dificultar acordos eleitorais do Republicanos, além de gerar atritos com a Justiça Eleitoral e consumir recursos do fundo de campanha. Com a decisão, o partido encerrou a possibilidade de lançar o senador ao governo mineiro pela legenda.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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