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PM de Jaraguá do Sul abre apuração após advogada ser atingida por balas de borracha
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PM de Jaraguá do Sul abre apuração após advogada ser atingida por balas de borracha

Fernanda Klitzke afirma que foi imobilizada ao tentar intervir em uma abordagem; corporação diz que houve reação agressiva e instaurou análise interna.

A Polícia Militar de Santa Catarina informou que a Corregedoria-Geral vai apurar a atuação dos agentes durante uma ocorrência que terminou com a advogada Fernanda Klitzke atingida por balas de borracha. O caso aconteceu na noite de sábado (12), em Jaraguá do Sul.

Fernanda é segunda suplente de Décio Lima (PT) ao Senado por Santa Catarina. Ela afirma que foi agredida por policiais do 14º Batalhão de Polícia Militar de Jaraguá do Sul depois de se apresentar como advogada e tentar intervir em um conflito envolvendo um motorista denunciado por som alto.

A corporação declarou que os policiais enfrentaram uma reação agressiva depois da abordagem. Em nota, informou que os fatos serão analisados pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, responsável por avaliar as circunstâncias da ocorrência e a atuação dos agentes.

Versões sobre a abordagem

A Polícia Militar foi acionada por volta das 18h por uma moradora que relatou ter reclamado do volume de um carro. Segundo a corporação, ela disse que o barulho havia agitado o filho, que possui transtorno do espectro autista, e que o motorista teria avançado em sua direção após reagir de forma agressiva.

A candidata contesta essa versão. De acordo com Fernanda, o carro chegou ao local com um jingle de campanha de Lula e desligou o som pouco depois. Ela também afirma que a mulher não citou o filho no momento da reclamação e disse apenas que o volume a impedia de ouvir a própria televisão.

O conflito entre os militantes e os policiais ocorreu cerca de uma hora e meia depois da reclamação, quando a equipe chegou ao endereço. Conforme a PM, o motorista ofendeu os agentes e recebeu voz de prisão. A instituição também disse que duas mulheres interferiram fisicamente na condução dos envolvidos e que uma policial sofreu uma lesão na mão, recebendo atendimento médico.

Fernanda nega que tenha tentado reagir à abordagem. Segundo ela, a agressão começou quando se dirigiu aos policiais, apresentou-se como advogada e foi imobilizada com um mata-leão. Imagens feitas por pessoas próximas mostram a advogada sendo levada ao chão, atingida por disparos de balas de borracha, além de receber um chute e golpes. Um vídeo registra dois tiros na região da perna.

Repercussão política

O episódio aconteceu durante uma festa de aniversário de militantes do PT, partido que integra a chapa de Gelson Merisio (PSB) ao governo de Santa Catarina. Fernanda afirma que houve comentários relacionados à orientação política dos presentes durante o transporte até a delegacia e avalia que o caso pode ter motivação política.

Além da advogada, o motorista envolvido na denúncia inicial e outra militante petista foram levados à delegacia. Os três foram autuados por desacato, desobediência e resistência e depois liberados.

O PT nacional classificou o caso como violência política e pediu uma apuração rigorosa, célere e transparente, inclusive para verificar eventual motivação ou tratamento político. O presidente Lula (PT) telefonou para Fernanda no domingo (13). Ela também recebeu mensagens do senador Esperidião Amin (PP) e do deputado Carlos Chiodini (MDB), vice de João Rodrigues (PSD) na disputa pelo governo.

O governador Jorginho Mello (PL) afirmou, em vídeo, que Fernanda tentou tumultuar o trabalho dos policiais e tirar a arma de um deles. O deputado Sargento Lima (PL), aliado do governador, apresentou uma proposta de moção de aplausos aos agentes na Assembleia Legislativa.

O TRE-SC e o Ministério Público informaram que acompanham o caso. A OAB de Jaraguá do Sul declarou apoio à advogada e afirmou que nenhuma circunstância pode justificar desrespeito à lei, abuso ou excesso.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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