O governo federal vai reduzir a estimativa de despesas com benefícios previdenciários no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. A mudança será usada para acomodar o reajuste do Bolsa Família, mas pode elevar o risco de subestimar o gasto com a Previdência.
A despesa previdenciária é a maior despesa primária do Orçamento federal — categoria que não inclui os gastos com a dívida pública. De acordo com especialistas, ao menos três fatores podem pressionar esse valor para cima no próximo ano.
A pressão sobre as contas pode superar R$ 20 bilhões. Se essa estimativa se confirmar, o governo terá de bloquear despesas discricionárias ao longo do próximo ano para garantir o cumprimento do limite de gastos.
A alteração prevista no PLOA 2027, portanto, reduz a projeção inicial para os benefícios previdenciários enquanto abre espaço para o reajuste do Bolsa Família. O resultado dependerá da evolução da despesa previdenciária e da necessidade de preservar o limite de gastos durante a execução do Orçamento federal.







