GOIÂNIA — O Cine Cultura recebe, na quarta-feira, 9 de setembro, uma sessão gratuita de “Solange”, longa dirigido por Nathália Tereza e Tomás Osten. A exibição começa às 19h30, na Praça Cívica, e será seguida de uma roda de conversa com os realizadores. A programação foi confirmada pelo próprio cinema.
A conversa terá a participação de Tomás Osten e abordará o processo de criação, a trajetória do filme e os temas presentes na obra. A sessão em Goiânia marca uma etapa de circulação fora do circuito de festivais em que o longa foi apresentado.
Memórias e reencontros
A trama acompanha uma mulher que volta à cidade natal para buscar caixas com objetos pessoais deixados na casa de antigos amigos após uma mudança. O que começa como uma tarefa prática leva a personagem a revisitar memórias, afetos, relações e situações que ficaram sem resolução.
Com equipe e elenco majoritariamente paranaenses, “Solange” parte da trajetória individual da protagonista para criar uma experiência aberta às lembranças de cada espectador. Para os diretores, o filme funciona como retrato e espelho, permitindo que o público preencha as caixas e as recordações da personagem com as próprias experiências.
“Buscamos propor sensações e não explicar motivações, para que, além da profundidade da personagem, o filme seja uma superfície onde cada pessoa possa ver a si mesma refletida”, afirmam Nathália Tereza e Tomás Osten.
A protagonista é interpretada por Cássia Damasceno, que também assina o roteiro e a coprodução. Para ela, o percurso da personagem passa pelo acúmulo de questões não resolvidas, pela revisão das emoções e pelo reencontro consigo mesma. “Quantas coisas vamos acumulando na vida e deixamos sem resolver?”, afirma.
Trajetória em festivais
“Solange” estreou na competitiva Mostra Aurora, da Mostra de Cinema de Tiradentes, e integrou a programação do Olhar de Cinema, em Curitiba, e do New York African Film Festival, nos Estados Unidos. Durante a circulação por três festivais brasileiros, recebeu seis reconhecimentos, incluindo os prêmios de Melhor Longa-metragem, Melhor Atriz, Melhor Atuação e Especial do Júri.
O projeto foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.








