Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
SUS incorpora cirurgia única para casos de glaucoma e catarata
Brasil

SUS incorpora cirurgia única para casos de glaucoma e catarata

Nova técnica combina a retirada do cristalino com a melhoria da drenagem do olho em pacientes com glaucoma leve ou moderado.

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer uma cirurgia capaz de tratar glaucoma e catarata durante o mesmo procedimento. A incorporação foi formalizada pelo Ministério da Saúde em portaria publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira, 17, com previsão de atualização do atendimento a pacientes que têm as duas doenças.

A técnica combina a retirada do cristalino afetado pela catarata com uma intervenção para melhorar a drenagem do líquido dentro do olho, medida usada no controle do glaucoma. A proposta partiu da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e teve aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em 21 de agosto.

O procedimento será voltado a pessoas com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) em estágio leve ou moderado. Em comparação com algumas cirurgias já utilizadas, a técnica é menos invasiva e pode estar associada a recuperação mais rápida, menor risco de complicações e controle mais adequado da pressão intraocular.

A pressão elevada dentro do olho está entre os principais fatores ligados à progressão do glaucoma. Sem tratamento, a doença pode causar perda permanente da visão. Para Fernanda De Negri, secretária da SCTIE, a mudança “otimiza recursos públicos e reforça o compromisso do SUS” com o acesso à medicina avançada.

Como o procedimento será realizado

Na rede pública, o tratamento costuma começar com colírios para reduzir a pressão intraocular. Se os medicamentos não forem suficientes ou houver dificuldade para seguir o uso corretamente, podem ser indicados procedimentos a laser ou cirurgias.

Uma das alternativas é o implante de dispositivos de drenagem, como o iStent, que facilita a saída do líquido presente no olho. Com a nova incorporação, a técnica passará a integrar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do glaucoma.

A intervenção poderá ser feita por uma pequena abertura na córnea, na chamada goniotomia excisional. Outra possibilidade é inserir um microcateter ou fio cirúrgico no canal natural de drenagem do olho, procedimento conhecido como trabeculotomia transluminal. Assim, a cirurgia do glaucoma poderá ser associada à retirada do cristalino quando houver indicação para tratar as duas doenças.

Doenças podem comprometer a visão

O glaucoma é uma doença crônica que atinge o nervo óptico e provoca perda progressiva de células da retina. A visão periférica pode ser afetada inicialmente. Segundo dados da Conitec, a doença está entre as principais causas de cegueira no mundo e pode atingir até 3% dos brasileiros com mais de 40 anos.

O GPAA é o tipo mais frequente e costuma avançar lentamente, sem sintomas perceptíveis no começo. Ele representa cerca de 60% dos diagnósticos de glaucoma no país. Já o glaucoma primário de ângulo fechado (GPAF) tende a evoluir de forma mais aguda e pode causar sintomas repentinos.

Na catarata, o cristalino perde a transparência e fica opaco, dificultando a passagem da luz. O problema é mais comum entre pessoas idosas. O tratamento definitivo consiste na retirada do cristalino comprometido e na colocação de uma lente intraocular. Com a nova técnica, os pacientes com indicação cirúrgica para as duas doenças poderão realizar os tratamentos em uma única intervenção.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5