Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Impedimento de Kassio surpreende campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: 2: Reprodução
Brasil

Suspeição de Kassio amplia pressão sobre campanha de Flávio Bolsonaro

Decisão do ministro muda o foco da crise no STF e dificulta a estratégia de concentrar o desgaste em Alexandre de Moraes.

A decisão de Kassio Nunes Marques de se declarar suspeito na sessão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes surpreendeu integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O episódio também alterou a avaliação dos aliados sobre como explorar politicamente a crise na Corte.

O entorno de Flávio esperava que a pressão permanecesse concentrada em Moraes, alimentando o discurso de desgaste do Supremo. Com a suspeição de Nunes, porém, o caso passou a envolver mais ministros e ganhou novos pontos de atenção para a campanha.

A ala alinhada a Moraes também é acompanhada pelos aliados de Flávio. Na avaliação desse grupo, o debate passou a incluir a atuação de André Mendonça, a condução da Polícia Federal e os efeitos de novas revelações sobre outros integrantes do tribunal.

Com a ampliação do foco, a campanha vê menos espaço para apresentar a crise como um confronto direto entre o Supremo e Moraes, descrito no entorno de Bolsonaro como seu algoz. A posição de Kassio tem peso adicional porque ele preside o Tribunal Superior Eleitoral, instituição central para o ambiente da disputa de 2026.

O que está em análise no STF

A sessão do STF examina um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros usados para apontar uma relação próxima entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes de avaliar se o material justifica uma investigação contra o ministro, o plenário deve analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o documento.

A PGR afirma que André Mendonça determinou a produção do relatório sem pedido anterior do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e sem levar a medida previamente ao plenário.

Caso a nulidade seja aprovada, há ministros que consideram possível encerrar o caso sem examinar o mérito das mensagens. Outros avaliam que os elementos já conhecidos ainda podem ser debatidos para definir se uma nova investigação deve ser aberta.

A sessão ocorre em meio a trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das apurações por Mendonça. Antes do julgamento, os ministros discutiram internamente quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Nesta segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter entregue aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de um processo com detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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