A Polícia Federal descreveu Flávio Bolsonaro como “interlocutor direto” de Daniel Vorcaro nas tratativas sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata Jair Bolsonaro. De acordo com a instituição, o senador teria participado de cobranças por pagamentos, reuniões presenciais e do acompanhamento das gravações.
A informação consta em uma representação enviada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos deixaram de ser sigilosos na noite de quinta-feira, 10.
Investigação autorizada
André Mendonça determinou que Flávio Bolsonaro fosse oficialmente investigado no inquérito que apura a produção e o financiamento do filme. A decisão foi tomada em 22 de julho, após pedido da Polícia Federal.
A corporação solicitou a apuração de possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento de Dark Horse junto ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Possibilidade de prisão
O advogado criminalista e professor universitário Gilles Gomes, de Goiás, afirmou que o senador pode ser preso durante a investigação. Segundo ele, alguns dos crimes mencionados pela PF são considerados continuados, porque a conduta seguiria ocorrendo enquanto não fosse descoberto o destino do valor ocultado.
“Essas situações autorizam a prisão preventiva. Então, sim, ele pode ser preso”, disse Gomes. O criminalista também explicou que não é preciso esperar o encerramento do inquérito para que um pedido de prisão seja apresentado.
Flávio Bolsonaro é senador e candidato à Presidência da República. Foi procurado por mensagem pelo WhatsApp, mas não havia respondido até o fechamento das informações. O espaço permanece aberto para manifestação.








