A união entre Afya e Yduqs prevê sinergias entre R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões, resultado de cortes em despesas e investimentos. A estimativa é que 80% desse potencial seja capturado no prazo de três anos.
A operação também prevê um prêmio de 45% sobre a cotação de 21 de agosto para os acionistas da Yduqs. Esses investidores terão direito à retirada de dividendos de, no mínimo, R$ 750 milhões.
Os acionistas de referência deverão manter os papéis por 180 dias. Advent e família Zaher, maiores detentores de ações da Yduqs, reduzirão suas participações de 15% para cerca de 5%, cada.
Pelo lado da Afya, a Bertelsmann, que atualmente concentra 68% das ações com direito a voto, passará a deter 57% dos papéis da companhia combinada. A empresa resultante adotará o nome Yduqs.
Perfil da companhia
A nova empresa terá receita líquida de R$ 9,4 bilhões. Os cursos premium, que incluem medicina e Ibmec, responderão por 55% desse valor e por 66% do Ebitda ajustado.
A estratégia prevê manter os ativos das duas empresas, sem planos de venda para concentrar as operações em cursos de medicina, foco atual da Afya. Rossano Marques, CEO da Yduqs, afirmou que a diversificação motivou a Afya a buscar a transação.
As companhias também pretendem ampliar outros cursos da área de saúde, como enfermagem e fisioterapia, associados à credibilidade das marcas das graduações de medicina.
A companhia combinada estima fluxo de caixa livre de quase R$ 2 bilhões e avalia novas aquisições. A política de alocação de capital estabelece 50% de payout, enquanto os outros 50% poderão ser direcionados a compras.
Marques disse que a prioridade será manter a alavancagem em 1,2 vez o Ebitda. Em uma aquisição transformacional, esse nível poderá ser elevado, com avaliação criteriosa do preço e disciplina na decisão.







