As principais classes de ativos brasileiros passaram a registrar alta forte nesta quinta-feira, depois de começarem o pregão em queda. O movimento ocorreu enquanto investidores reagiam a notícias vistas como favoráveis a uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou de liderar as apostas de vitória em uma plataforma de mercado preditivo proibida no Brasil. Até ontem, o presidente aparecia à frente; nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança nesse indicador.
Também há expectativa entre participantes do mercado de que novas pesquisas, previstas para a tarde e os próximos dias, mostrem Flávio à frente de Lula nas intenções de voto para o segundo turno.
Outro fator considerado positivo pelos agentes financeiros foi a declaração de Augusto Cury (Avante). Ele afirmou que não apoiaria “em hipótese alguma” Lula em um eventual segundo turno e condicionou um possível apoio a Flávio Bolsonaro à apresentação de explicações sobre doações feitas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”.
Por volta de 12h, o Ibovespa subia 1,53%, aos 188.467 pontos, na máxima intradiária. A reação dos ativos brasileiros ocorreu apesar do ambiente externo de aversão a risco.
Os juros futuros, que haviam avançado mais de 10 pontos-base no início da sessão, passaram a cair com a redução dos prêmios de risco associados ao cenário eleitoral. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2029 recuava de 13,86% para 13,73%. No DI de janeiro de 2031, a taxa caía de 14,09% para 13,925%.
O dólar à vista também mudou de direção e passou a recuar diante do real. Perto de 12h, a moeda americana caía 0,43%, a R$ 5,0896. No exterior, o índice DXY subia 0,13%, aos 98,941 pontos.
Fora do Brasil, o petróleo avançava a US$ 105 por barril. A taxa da T-note de dez anos subia de 4,844% para 4,917%, enquanto o S&P 500 recuava 0,43%, aos 7.603,56 pontos.







