Os grandes laboratórios de inteligência artificial criaram um novo desafio para os mercados de capitais: estimar quanto valem empresas com potencial para transformar o mundo ou provocar uma destruição em massa. Nesse cenário, uma avaliação de US$ 2 tri para a Anthropic não é considerada improvável.
A dificuldade não está apenas na tecnologia, mas também na dimensão das possibilidades associadas a ela. Ao longo da história, investidores já precisaram atribuir valor a atividades e projetos pouco convencionais, como mineração em águas profundas, computadores quânticos e colônias em Marte.
Também chegaram a ter ações negociadas em bolsas de valores empresas ligadas à criação de macacos de laboratório. A inteligência artificial aparece agora nessa mesma trajetória de ativos difíceis de avaliar, mas com uma particularidade: seus grandes laboratórios podem tanto mudar o mundo quanto destruí-lo.
Por mais contraintuitivo que pareça, o medo de uma destruição em massa também pode ser benéfico. Essa preocupação pode levar todos os laboratórios a desacelerar seus esforços, alterando a forma como o setor é analisado pelos investidores.







