O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (23) um novo leilão de linha, operação em que vende dólares com compromisso de recompra futura. A oferta total será de US$ 1 bilhão, em uma atuação voltada ao mercado de câmbio no fim de um trimestre marcado pela saída de recursos e pela pressão sobre a liquidez.
Os dois certames serão realizados entre 10h30 e 10h35, no horário de Brasília. O leilão A terá vencimento em 2 de fevereiro de 2027. Já o leilão B vencerá em 2 de abril de 2027.
Nos últimos dias, o chamado dólar casado — diferença, em pontos, entre as cotações do dólar futuro e do dólar à vista — operou sob pressão. O spread ficou acima de 2,3 pontos percentuais em relação à taxa efetiva dos Fed Funds, nível considerado um sinalizador de estresse no mercado.
Na sessão desta quarta-feira, a taxa do casado se manteve comportada. O dólar, porém, subiu 1,28%. Em momentos de valorização intensa, o exportador internaliza capital, o que pode ter contribuído para o comportamento da taxa.
Atuações no mês
Se o Banco Central vender toda a oferta de US$ 1 bilhão no leilão, a autoridade terá realizado quatro atuações em setembro, somando US$ 4 bilhões. Desse total, US$ 2 bilhões serão via linha e US$ 2 bilhões via casadão — venda de dólares no mercado à vista combinada à compra de dólares no mercado futuro por meio de swap reverso.
O Banco Central também informou que começará em 5 de outubro de 2026 a rolagem do estoque de swap com vencimento em novembro. Nesta quarta-feira, foi concluída a rolagem dos contratos com vencimento em outubro.
O lote tinha 770 mil contratos. Desses, 730 mil foram rolados para datas futuras, enquanto 40 mil foram recomprados por meio do swap reverso nos dois casadões mencionados.







