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Fluxo cambial registra saída semanal recorde em 2026, informa Banco Central
Câmbio e custos

Fluxo cambial registra saída semanal recorde em 2026, informa Banco Central

Movimento negativo de US$ 7,511 bilhões entre 31 de agosto e 4 de setembro antecedeu leilões de dólar do Banco Central.

O fluxo cambial brasileiro registrou saldo negativo de US$ 7,511 bilhões entre 31 de agosto e 4 de setembro, informou o Banco Central. Foi a maior saída semanal de recursos do país em 2026. O resultado superou o déficit de US$ 4,225 bilhões contabilizado entre 29 de junho e 3 de julho.

A saída foi concentrada na conta financeira, responsável por US$ 7,514 bilhões. A conta comercial teve entrada de US$ 3 milhões no período. O movimento ajudou a explicar a piora do dólar casado, diferença entre as cotações do dólar futuro e à vista, e esteve relacionado à realização do chamado casadão pelo Banco Central.

A operação combina a venda de dólares no mercado à vista com a compra da moeda no mercado futuro por meio de swap reverso. Os leilões estavam previstos para a manhã seguinte ao anúncio.

Em agosto, o fluxo cambial também terminou no vermelho, com saldo negativo de US$ 3,914 bilhões. O fluxo financeiro registrou saída de US$ 9,079 bilhões, enquanto a conta comercial teve ingresso de US$ 5,165 bilhões.

Início de setembro

Nos quatro primeiros dias de setembro, a saída chegou a US$ 6,693 bilhões. O período coincide com o fechamento de trimestre, quando podem ocorrer remessas de empresas multinacionais. Apenas em 2 de setembro, deixaram o país US$ 4,798 bilhões, dos quais US$ 4,240 bilhões saíram pela conta financeira.

Na mesma data, houve redução semelhante na posição de investidores estrangeiros em dólar no mercado de derivativos, conforme dados da B3 informados por traders.

Para Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, o movimento se parece com uma redução de posições protegidas de investidores estrangeiros. “Vale lembrar que o real apreciou 1,3% na semana”, afirmou. Segundo ele, o desempenho do real, superior ao da maioria das moedas emergentes, indica que parte relevante da saída financeira estava protegida e não pressionou a taxa de câmbio.

No acumulado do ano, o fluxo cambial permanecia positivo em US$ 9,089 bilhões. O resultado reunia entrada de US$ 43,225 bilhões pela conta comercial e saída de US$ 34,135 bilhões pela conta financeira.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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