BRASÍLIA — A diretora de cidadania e supervisão de conduta do Banco Central, Izabela Moreira Correa, defendeu nesta sexta-feira (11) a criação e o fortalecimento de mecanismos de proteção financeira para ampliar o acesso responsável ao crédito. Ela participou, ao lado do diretor de assuntos internacionais e de gestão de riscos corporativos do BC, Paulo Picchetti, da abertura do evento 3F — Futuro, Finanças e Florestas.
Promovido pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac), o encontro foi realizado em Brasília e discutiu temas relacionados à transição sustentável, aos riscos e às oportunidades do sistema financeiro, aos mercados de carbonos, ao agronegócio e à taxonomia sustentável do Brasil.
Inclusão e sustentabilidade
Correa afirmou que a sustentabilidade envolve questões florestais, sociais, climáticas e financeiras. Para a diretora, o bem-estar financeiro e a sustentabilidade são agendas inseparáveis. Ela relacionou o acesso a serviços financeiros adequados e à proteção contra riscos à capacidade de pessoas e famílias enfrentarem choques.
A diretora também disse que o sistema financeiro nacional precisa ser sólido, eficiente e inclusivo. Na avaliação dela, a agenda de sustentabilidade está ligada à insegurança alimentar, à perda de renda, às dificuldades de acesso e a outros mecanismos de proteção financeira.
“Em muitos casos, quando a gente pensa nas populações mais vulneráveis do ponto de vista econômico, elas são também as populações mais vulneráveis a eventos climáticos extremos”, afirmou Correa.
Paulo Picchetti defendeu a criação de instrumentos, incentivos e arranjos institucionais que aumentem a capacidade de resistência de empresas, produtores, instituições financeiras e da economia. Segundo ele, o desenvolvimento sustentável depende de conciliar prosperidade econômica, conservação ambiental e inclusão social.
“O Banco Central tem acompanhado essa evolução e contribuído para esse processo dentro do âmbito de sua competência”, disse Picchetti. O diretor acrescentou que a responsabilidade pelas respostas aos desafios econômicos, sociais, ambientais e climáticos é compartilhada por um conjunto amplo de atores.
Picchetti afirmou ainda que transformações tecnológicas, eventos climáticos intensos, novas demandas sociais e mudanças nos mercados influenciam as oportunidades, os riscos e as possibilidades de desenvolvimento das próximas décadas.







