O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 181 milhões em financiamentos para a construção de duas plantas de biometano, combustível 100% renovável, em Mauá (SP) e Vila Velha (ES). Os empreendimentos são das empresas GNR Mauá e GNR Vila Velha, formadas em parceria pelos grupos Lara e MDC Energia.
O investimento total chega a R$ 245 milhões. Do valor financiado pelo banco, R$ 102 milhões serão destinados à unidade de Mauá e R$ 79 milhões, à planta de Vila Velha. As instalações vão transformar em biometano o biogás gerado pela decomposição de resíduos em aterros sanitários administrados pelo Grupo Lara.
A capacidade conjunta das duas unidades será de 97 mil Nm³ (metro cúbico normal) por dia. Mauá responderá por 65 mil Nm³ diários, enquanto Vila Velha terá capacidade de 32 mil Nm³. A produção será comercializada para a Ultragaz por meio de contratos de longo prazo.
A previsão é de que as plantas comecem a operar no primeiro semestre de 2027. Durante a construção, os projetos devem gerar cerca de 575 empregos diretos e indiretos. Depois do início da operação, a estimativa é de mais de 50 postos permanentes.
Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, os empreendimentos contribuem para a transição energética e a economia circular. “O biometano transforma resíduos em energia renovável e evita emissões de gases de efeito estufa”, afirmou.
O Grupo Lara atua em gestão de resíduos sólidos, saneamento, tratamento de água e esgoto e geração de energia limpa. A MDC Energia, companhia carioca, trabalha diretamente com combustíveis de baixo carbono.







