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BTG Pay estreia cartão B2B com prazo de pagamento negociável
Foto: Divulgação
Câmbio e custos

BTG Pay estreia cartão B2B com prazo de pagamento negociável

Cartão será aceito apenas nas maquininhas BTG Pay e terá limite e prazo definidos conforme a análise de crédito.

O BTG Pactual Empresas lançou nesta sexta-feira (11) o BTG Pay, cartão voltado a transações entre empresas. O produto funciona em arranjo fechado: só poderá ser usado nas maquininhas BTG Pay, que passam a dar nome a todo o ecossistema de pagamentos, e não apenas à área de adquirência.

A principal diferença está na forma de pagamento. Fornecedores e compradores poderão negociar o prazo para quitar a fatura, sem depender de datas fixas de fechamento e vencimento. O limite e o prazo máximo serão definidos conforme a análise de crédito de cada cliente.

Para Gabriel Motomura, sócio e co-head do BTG Pactual Empresas, a possibilidade de migrar pagamentos feitos por boleto e TED para o cartão amplia em cerca de dez vezes o mercado que pode ser atendido. Em 2025, as transações com cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O boleto somou R$ 11 trilhões, segundo dados do Banco Central (BC), enquanto a TED alcançou R$ 35 trilhões. A soma chega a R$ 50,5 trilhões.

O banco também afirma que o cartão B2B poderá oferecer taxas menores em comparação com outros meios de pagamento e reduzir etapas de operação. A proposta inclui uma experiência integrada de ponta a ponta para lidar com a conciliação, apontada pelo BTG como um dos entraves dos pagamentos entre empresas. A instituição está conectada a mais de 200 softwares empresariais e oferece APIs abertas.

Expansão da operação

A área de adquirência do BTG foi anunciada em outubro do ano passado, com maquininhas, links de pagamento e integração com o banco. A operação começou a ser estruturada depois da compra da fintech Justa, em junho de 2025, e agora passa a ser lançada oficialmente.

Rogério Stallone, sócio e co-head do BTG Pactual Empresas, afirmou que a estratégia não é apenas ampliar o número de adquirentes. O objetivo, segundo ele, é completar a oferta de produtos e serviços para diferentes tipos de companhia e criar soluções que ainda não estão disponíveis no mercado.

O foco em pessoas jurídicas ocorre em um cenário no qual as pessoas físicas mantêm, em média, 6,7 relacionamentos com instituições financeiras, de acordo com o BC. Nos pagamentos digitais de pessoas para empresas, a penetração chegou a 85% do mercado endereçável em 2025, segundo análise da Bain & Company, com projeção de alcançar 96% em 2028. Entre empresas, esse nível ainda é baixo.

Se o BTG ultrapassar R$ 20 bilhões em volume ou 100 milhões de transações nos últimos 12 meses, terá de abrir o arranjo pelas regras do BC. Nesse caso, a operação se tornaria uma bandeira, como Visa, Mastercard e Elo. A condição de pagamento flexível, porém, ficará restrita ao cartão emitido pelo próprio BTG e às maquininhas BTG Pay.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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