Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Coaf identifica que Vorcaro repassou R$ 8 milhões extras para produção de filme sobre Bolsonaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Brasil

Coaf aponta repasse extra de US$ 1,6 milhão de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro

O dinheiro foi enviado ao fundo responsável por administrar os recursos de “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro nos Estados Unidos.

O Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, detectou um repasse adicional de US$ 1,6 milhão feito por Daniel Vorcaro ao fundo que administra, nos Estados Unidos, os recursos do filme “Dark Horse”.

A informação foi divulgada em reportagem. De acordo com o levantamento, em 16 de setembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro transferiu mais de US$ 1,6 milhão ao Havengate Development Fund, fundo com sede no Texas, nos Estados Unidos. A estrutura é administrada por Paulo Calixto, advogado e amigo de Eduardo Bolsonaro, que também mora no Texas.

Repasse após cobrança

O inquérito da Polícia Federal, que reúne dados do Coaf, órgão responsável pela fiscalização de operações financeiras, confirmou o depósito. Vorcaro fez a transferência oito dias depois de Flávio enviar uma mensagem ao banqueiro cobrando parcelas atrasadas destinadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, já declarou que o valor depositado no fundo Havengate foi encaminhado depois à produtora Go Up, responsável pela produção. Porém, o registro do repasse de setembro contradiz o que Flávio disse em entrevista em 2026. Na ocasião, ele afirmou que o último pagamento feito por Vorcaro tinha ocorrido em maio de 2025, quatro meses antes do lançamento do registro do Coaf.

Com a nova transferência, o montante enviado por Vorcaro para “Dark Horse” teria alcançado US$ 12,3 milhões, segundo a reportagem, quantia próxima ao custo do longa. Em junho de 2026, a produtora Go Up declarou que as despesas somavam US$ 13,393 milhões.

Há indícios, ainda, de que Vorcaro tenha realizado outro pagamento. Uma nova conversa entre o publicitário Thiago Miranda, que colaborou na captação de recursos para o filme, e Daniel Vorcaro, em 22 de outubro de 2025, registra a seguinte pergunta de Miranda:

“Consegue liberar as parcelas do filme? Se não, vai parar tudo por lá”.

“Sim. Liberei mais uma hoje”.

Miranda responde:

“Beleza. Vou avisá-los. Flávio disse que iria te ligar também”.

Em seguida, Vorcaro pede que Miranda peça desculpas a Flávio pelos “atrasos” nas parcelas. A reportagem não confirma se o depósito de outubro foi realmente concluído. No mês seguinte, Vorcaro foi preso pela primeira vez.

A Polícia Federal investiga se todo esse dinheiro foi efetivamente entregue à produção de “Dark Horse”. Flávio Bolsonaro foi cobrado várias vezes a apresentar documentos referentes aos depósitos e às despesas do filme, mas os materiais não foram divulgados.

Nesta terça-feira (1º), mais uma vez, o candidato do PL à Presidência afirmou que uma perícia contratada pela produtora não encontrou irregularidades nos pagamentos:

“Não tem absolutamente nada de errado em um patrocínio privado para um filme privado sobre o presidente Bolsonaro. Não houve nenhuma contrapartida por parte de qualquer autoridade pública, onde eu me incluo. Então, essas questões técnicas, desculpa, têm que perguntar para a produtora, eu não tenho condição de falar”.

A defesa de Thiago Miranda não se manifestou.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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